Publicado em 04 Abril 2020
Jaldene Nunes
O vice-prefeito de Goianésia, Carlos Gomes (DEM), lançou na quarta-feira (1º), em seu perfil no Instagram, desafio ao prefeito Renato de Castro (MDB), de quem é rompido desde o início da administração, e ao presidente da Câmara, vereador Múcio Santana (MDB), a reduzirem os salários de ambos, dele próprio, dos demais vereadores e do primeiro escalão da prefeitura para ajudar no combate ao novo coronavírus, causador da Covid-19.
“(...) E hoje, 1º de abril, são 18 horas. (...) Eu queria lançar um desafio ao nosso prefeito, que também se expressa nas redes sociais, Renato de Castro, e ao presidente da Câmara Municipal, Múcio Santana, para que façam o mesmo”, disse, citando o exemplo do prefeito de Caldas Novas (GO), Evando Magal (Progressistas), que anunciou o corte, pela metade, dos salários dele, do vice-prefeito, Dr. Fernando (PPS), dos secretários municipais e dos servidores comissionados “para não faltar o essencial no enfrentamento ao coronavírus”.
“Isto é, que reduzam o nosso salário e do primeiro escalão em 50% e que use esse dinheiro no combate ao coronavírus, enquanto perdurar essa crise. Desafio lançado, fico no aguardo”, postou Carlos Gomes, que também é empresário.
Até o fechamento desta reportagem, na tarde de sábado (4), o prefeito Renato não havia respondido à provocação de Carlos Gomes, que não encontra espaço em seu governo desde o rompimento de ambos, tão logo tomaram posse nos cargos.
OUTRO EMEDEBISTA
Já o presidente da Câmara Municipal, Múcio Santana, utilizou a mesma rede social para responder o vice-prefeito, a quem cobrou a devolução de mais R$ 511 mil que ele recebeu, segundo o vereador, sem trabalhar.
Múcio começou seu pronunciamento apontando medidas adotadas por ele e pela Mesa Diretora da Casa, no Legislativo, que economizam dinheiro público para auxiliar o Executivo no combate ao coronavírus:
“Nós estamos adotando uma série de medidas de contenção de gastos para devolver ao Executivo, para o enfrentamento do coronavírus, dentre elas passa também a redução dos salários. Nós, todos os 15 vereadores, estamos desenvolvendo ações sociais, doando cestas, socorrendo aqueles menos afortunados, que às vezes estão passando por necessidades, de forma anônima e voluntária. Não estamos fazendo disso um trampolim político”.
Em seguida, mostrando uma folha de papel com o valor impresso do montante pago ao vice-prefeito em 3 anos e 2 meses, de R$ 518.063,48, somados os salários do agente público, Múcio o desafiou a devolvê-lo aos cofres públicos, e a perdoar os aluguéis de seus imóveis ––o vice-prefeito é empresário do setor imobiliário.
“Eu quero desafiá-lo a devolver esse dinheiro aos cofres públicos para que possa ser revertido no combate ao coronavírus, haja vista que o senhor, nesse período, não trabalhou”, afirmou Múcio.
“Eu estou aqui, no meu gabinete, trabalhando, fazendo aquilo que a população me paga para fazer, o senhor está no conforto da sua casa. Então, que o senhor possa devolver esse dinheiro aos cofres públicos para ser aplicado na campanha de combate ao coronavírus. Como empresário, maior locatário do município de Goianésia, eu o desafio a perdoar o aluguel, tendo em vista essa crise provocada pela pandemia. Eu aceito o desafio, se o senhor fizer a sua parte também”.
SEGUNDO CASO
Nesse sábado (4), a Secretaria Saúde de Goianésia confirmou o segundo caso de Covid-19 no município. A paciente é uma mulher de 33 anos, sem sintomas, que já estaria no 19º dia e, portanto, dada a demora do resultado do exame, já curada.
Na véspera, o boletim epidemiológica informara que a cidade tinha 28 casos notificados da doença, dos quais 1 tinha testado positivo no dia 27 de março (agora, são 2 casos confirmados); 3 descartados; e outros 24 (agora 23) em investigação, com acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde.
COMÉRCIO FECHADO
Na quarta-feira (1), o prefeito Renato de Castro chegou a anunciar que o comércio de Goianésia reabriria as suas portas nesta segunda-feira (6), mas com medidas como o uso obrigatório de máscaras por todos os que saírem de casa, acesso controlado às lojas, distanciamento social e assepsia dos locais abertos ao púbico, para conter o avanço do coronavírus.
Nota emitida pela prefeitura na quarta dizia o decreto que entrou em vigor na última segunda-feira (30) se mantinha, acrescentando a autorização de funcionamento de oficinas, lavajatos, vendedores ambulantes e lojas de autopeças.
“Fica definido também a abertura do comércio local na próxima segunda-feira, 6l, sendo exigido o uso de máscaras por toda a sociedade, atendendo a um rigoroso protocolo de segurança que será apresentado até sexta-feira (3)”, dizia a nota.
Mas, na sexta-feira, na iminência de o decreto do governador Ronaldo Caiado (DEM) manter as restrições do comércio para todo o estado, Renato voltou atrás, dizendo que tudo dependeria desse novo decreto, que foi publicado na mesma sexta e flexibilizou a abertura em Goiás, por enquanto, apenas das feiras de hortifrutigranjeiros e dos cartórios.
Dona Laura: a benzedeira de 70 anos de carreira
CERES/CARMO DO RIO VERDE: Homem passou aperto com coco no ânus
Governo publica lista de nomes dos anistiados da Caixego
Quatro pessoas morrem em acidentes em Porangatu
Adolescente engravida a própria irmã de 12 anos
Casal morre carbonizado em acidente na Rodovia do Muquém
Vereador de Campos Verdes tenta matar amante a tiros
Padre Edilson deixa de ser padre
Mulher de ex-candidato a prefeito de Formoso morre em acidente
Homem surta, entra na igreja armado e fere fiéis durante culto