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MINAÇU

Treze anos da tradicional Feira do Produtor

Local onde os pequenos produtores têm garantia de venda e consumidores encontram qualidade nos alimentos


Publicado em 04 Agosto 2012

Wilson Isaias

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fotos: Wilson Isaias
Humberto Fábio é um dos feirantes. Ele vende 300 pés de alface em cada dia da Feira do Produtor
Humberto Fábio é um dos feirantes. Ele vende 300 pés de alface em cada dia da Feira do Produtor

A quarta-feira, 1º, marcou os 13 anos da Feira do Produtor de Minaçu. Não teve comemorações e a maioria dos feirantes e frequentadores semanais não sabia da marca. Afinal todos estavam ali para comprar ou vender. Mas o presidente da Cooperativa Mista Agropecuária dos Produtores Rurais de Minaçu- que não o responsável pela feira- revela que ela foi fundada no dia 4 de agosto de 1999. O empreendimento público que se consolidou, resultou em uma feira, possivelmente, única no Brasil. O comércio nela começa exatamente as 17 horas após o toque de uma sirene com um grande movimento que se encerra rapidamente.

Produtos caseiros e da agricultura famíliar, são os atrativos dessa feira "relâmpago". Por volta das 16 horas os feirantes começam a montar suas bancas e expor suas mercadorias. Nesse mesmo horário os fregueses começam a chegar e a buscar o que só poderão comprar após o toque da "buzina". A venda antes das 17 horas é regra inviolável. Aquele que for pego fazendo isso é proibido de vender na feira.

Coordenada pela Central das Associações (Campean), a feira tem impõe regras: uso de uniforme, crachá e rigoroso cumprimento do horário. O ácumulo de consumidores ávidos para adquirir produtos "in natura" não é por causa da regra ou quantidade de bancas que somam 176 pontos de venda. O que provoca a correria é qualidade, preço e a carência desses produtos na cidade.

Minaçu é dependente de hortifrutigranjeiros vindo da Ceasa de Goiânia que fica a 503 km. O que não se compra na feira do produtos, se "disputa" no supermercado nos dias que esse produtos chegam da Capital. A feira foi criada pela prefeitura que fornece o transporte aos produtores. Estes se reúnem em 25 associações regionais que são filiadas a Central das Associações que regula a feira.

Na feira tem de tudo um pouco que vem da roça. Verduras, legumes, raízes, frutas, temperos e quitutes. Feirantes garantem que quase sempre voltam para casa com nada ou quase nada. É o que revela, por exemplo, Deraniza Mesquita Mendonça que comercializa há 13 anos no local suas quitandas. Biscoitos, bolos de milho e mané-pelado. Conta que toda quarta-feira vende uma média de 200 pacotes. "Às vezes sobra uma ou duas coisas", comemora.

Maria do Socorro Portilho vende cana descascada, mamão, ovo de galinha caipira, requeijão quentinho e também não leva nada de volta. Ela revela, como ocorre  na maioria das bancas, os produtos variam dependendo da época. Lenídia Ribeiro vende 60 pasteizinhos e  o mesmo tanto de pamanha frita temperada. Já sua vizinha Edna Ribeiro vende cerca de 60 milhos assados a cada feira.

Mamões da roça, bananas, moranga madura descascada, abóboras de pescoço, jiló, maxixe, couve-flor mandioca com casca e sem casca, pimentas, queijos, rapadura, doces diversos, caldo de cana e churrasquinho: na feira do produtos se come se se vende comida a preços acessíveis.

Solta que é meu

Apesar de tanta oferta e maior procura, a correria parece uma grande festa ou liquidação. As barraca de verduras são poucas e as mais concorridas. Humberto Fábio, só trás alface de sua horta na região no Córrego. Ele conta que em menos de meia hora vende os 300 pés que oferta.

Outra coisa curiosa nessa feira, além da sirene, da correria e da diversidade, é a disputa. Muitas vezes um freguês pega um produto e alguém grita do lado: "Ei, eu já separei isso para mim!". Realizada todas as quartas-feiras pontualmente às 17 horas na feira coberta localizada ao lado do hospital municipal, a feira do produtor merece ser conferida. Mas tem que correr, senão perde a festa. 

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