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São Francisco de Goiás

Tio acusado de estuprar sobrinha

Rapaz de 22 anos foi preso e encaminhado para Delegacia de Jaraguá, onde não corre risco de ser morto


Publicado em 18 Maio 2010

Ju­ve­nal Ju­ni­or

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Sandro Rodrigues foi preso e acusado de estuprar sobrinha
Sandro Rodrigues foi preso e acusado de estuprar sobrinha
A Po­lí­cia Mi­li­tar de São Fran­cis­co de Go­i­ás pren­deu em fla­gran­te na noi­te de sex­ta-fei­ra (7), por vol­ta das 20h30, San­dro Ro­dri­gues da Luz, de 22 anos, acu­sa­do de es­tu­prar a pró­pria so­bri­nha de qua­tro anos. De acor­do com o bo­le­tim de ocor­rên­cia da PM, um con­se­lhei­ro da ci­da­de so­li­ci­tou a pre­sen­ça dos mi­li­ta­res no hos­pi­tal mu­ni­ci­pal, pois te­ria da­do en­tra­da na uni­da­de de sa­ú­de uma cri­an­ça su­pos­ta­men­te ví­ti­ma de vi­o­lên­cia se­xu­al (es­tu­pro). Após ser aten­di­da pe­lo mé­di­co plan­to­nis­ta, fi­cou cons­ta­ta­do que cri­an­ça ti­nha si­do mes­mo ví­ti­ma de es­tu­pro.  
Ain­da no hos­pi­tal, a mãe da cri­an­ça T.R.L., de 23 anos, in­for­mou aos mi­li­ta­res que o es­ta­do de sa­ú­de da fi­lha era mui­to gra­ve. Se­gun­do ela, após ser sub­me­ti­da a exa­me mé­di­co foi cons­ta­ta­do que a me­ni­na so­freu es­tu­pro com pre­sen­ça de di­la­ce­ra­ção anal e he­mor­ra­gia agu­da e que o seu ir­mão era o prin­ci­pal sus­pei­to de ter co­me­ti­do o cri­me de es­tu­pro. Ain­da de acor­do com a mãe, a cri­an­ça não pa­ra­va de re­cla­mar de do­res in­ten­sas, sen­do le­va­da pos­te­rior­men­te ao IML de Aná­po­lis pa­ra ava­li­a­ção do qua­dro.
De acor­do com o con­se­lhei­ro, de­pois de vi­si­tar a ir­mã, San­dro te­ria sa­í­do com a so­bri­nha pa­ra com­pra­rem pi­ru­li­tos e, ao re­tor­nar, cer­ca de uma ho­ra mais tar­de, o acu­sa­do te­ria da­do a me­ni­na al­gu­mas mo­e­das e ba­las, sa­in­do ra­pi­da­men­te com a sua mu­lher que tam­bém es­ta­va na ca­sa. A cri­an­ça, ao che­gar em ca­sa, te­ria abra­ça­do a mãe cho­ran­do mui­to e re­cla­man­do de do­res e apre­sen­tan­do san­gra­men­to. Ao ques­ti­o­nar a fi­lha so­bre o que ha­via acon­te­ci­do, a mes­ma dis­se que o tio (San­dro), ha­via le­va­do-a até uma hor­ta e que te­ria ti­ra­do a sua rou­pa, co­lo­can­do o mi­nho­cão em seu bum­bum. A me­ni­na dis­se ain­da que o tio pe­diu pa­ra ela não con­tar na­da pa­ra nin­guém.
Com as in­for­ma­ções re­pas­sa­das pe­la mãe da cri­an­ça, os mi­li­ta­res saí­ram em bus­ca do sus­pei­to e não de­mo­ra­ram mui­to até lo­ca­li­za­rem San­dro. O acu­sa­do foi en­con­tra­do na sua ca­sa, si­tu­a­da na Rua Nos­sa Se­nho­ra D'Aba­dia, Bair­ro Ja­pão. Ele es­ta­va tran­qui­lo co­mo se na­da ti­ves­se acon­te­ci­do, afir­ma­ram os mi­li­ta­res. O acu­sa­do não re­a­giu à pri­são, sen­do con­du­zi­do até de­le­ga­cia de po­lí­cia de Ja­ra­guá, por ques­tão de se­gu­ran­ça, ten­do em vis­ta que um prin­cí­pio de tu­mul­to co­me­çou a for­mar-se em fren­te à de­le­ga­cia lo­cal. Se­gun­do um PM, ca­so o acu­sa­do per­ma­ne­ces­se em São Fran­cis­co, po­pu­la­res te­ri­am co­me­ti­do lin­cha­men­to, pois ha­via so­men­te um sol­da­do na­que­le mo­men­to.
Em seu de­poi­men­to, San­dro Ro­dri­gues dis­se que es­ta­va em­bri­a­ga­do e que, na tar­de da­que­le dia, te­ria sa­í­do com a so­bri­nha em di­re­ção a um bar com a in­ten­ção, se­gun­do ele, de com­prar ba­li­nhas pa­ra a cri­an­ça. Se­gun­do au­to­ri­da­de po­li­ci­al, o acu­sa­do ten­tou ne­gar a au­to­ria do cri­me de es­tu­pro, mas ao ser ques­ti­o­na­do so­bre o san­gue en­con­tra­do na cal­ci­nha da ví­ti­ma, San­dro aca­bou con­fes­san­do o cri­me, ale­gan­do não sa­ber se fez se­xo anal ou va­gi­nal com a so­bri­nha. San­dro foi au­tu­a­do em fla­gran­te no art. 217-A, (es­tu­pro de vul­ne­rá­vel) por pra­ti­car ato car­nal ou li­bi­di­no­so com me­nor de 14 anos, po­den­do ser con­de­na­do de oi­to a 15 anos de pri­são.

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