Publicado em 20 Maio 2022
Goiás registrou taxa de desemprego de 8,9% no primeiro trimestre de 2022. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (13/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e colocam o Estado com a sétima menor taxa de desemprego do Brasil.
Os indicadores do primeiro trimestre de 2022 mostram pouca evolução do desemprego no Estado. No último trimestre de 2021, o Estado fechou com taxa de 8,7%. Na comparação dos três primeiros meses do ano com igual período de 2021 (13,9%), registro de queda em 4 pontos percentuais.
Sempre de acordo como IBGE, a população desocupada no Estado, em números absolutos, foi estimada em 343 mil pessoas, alta de 12 mil em relação ao trimestre anterior (332 mil), porém dentro de margem de estabilidade. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (505 mil pessoas), houve redução de 162 mil pessoas desocupadas.
Já a taxa de desemprego no Brasil ficou 11,1% no 1° trimestre desse ano, o que significa estabilidade na comparação com o 4º trimestre de 2021, quando registrou o mesmo percentual. Representa ainda queda de 3,8 pontos percentuais na comparação com o mesmo trimestre de 2021, quando atingiu 14,9%. Com esses números, o País tem 11,9 milhões de pessoas em emprego.
O titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Joel Sant’Anna disse que os números sobre desemprego, medidos pelo IBGE, guaram simetria com os indicadores do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que mostram avanço nos empregos com carteira assinada.
“Por um lado temos crescimento dos empregos formais, com carteira assinada. Por outro temos queda nos indicadores de desemprego. Nada disso é fruto do acaso. Temos em Goiás melhoria nos gastos, investimentos em áreas essenciais, equilíbrio das contas públicas, bem como reestruturação do Estado”, disse Joel, para lembrar que todas essas ações resultam em mais empregos para os goianos.
Também de acordo com o IBGE, Goiás contavam com 3,9 milhões de pessoas trabalhando no primeiro trimestre deste ano, o que representa incremento de 2,1% (79 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. Por outro lado, a taxa de informalidade passou de 41%, no quarto trimestre de 2021, para 39,8% no primeiro trimestre de 2022, uma queda de 14 mil pessoas, mas dentro de uma margem de estabilidade.
A única classe que apresentou variação significativa no primeiro trimestre deste ano em Goiás foi a dos trabalhadores no setor privado com carteira assinada, saindo de 1,2 milhão para 1,3 milhão, variação de 4,9%. Conforme o IBGE, os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada chegam a 506 mil; os trabalhadores domésticos com carteira são 77 mil e sem carteira são 185 mil.
A pesquisa aponta também que Goiás tem 409 mil trabalhadores no setor público. Já os empregadores com CNPJ são 128 mil e sem CNPJ chegam a 34 mil. Os trabalhadores por conta própria com CNPJ são 212 mil e sem CNPJ, 651 mil. Enquanto os trabalhadores familiares auxiliares são 27 mil pessoas.
Renda média
No primeiro trimestre de 2022, a pesquisa estimou que o rendimento médio real dos trabalhadores em Goiás foi de R$ 2.477, que representa estabilidade em relação ao quarto trimestre (R$ 2.466) e em relação ao primeiro trimestre de 2021 (R$ 2.538). O rendimento médio já foi de R$ 2.625 no primeiro trimestre de 2019.
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