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GOIÂNIA

Solange volta a cobrar recursos da saúde


Publicado em 26 Junho 2016

João Carvalho

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João Carvalho
Ana Carla discursa durante evento na FGM ao lado de Divino Alexandre
Ana Carla discursa durante evento na FGM ao lado de Divino Alexandre

A prefeita de Uruaçu, Solange Bertulino (PMDB), esteve mais uma vez em Goiânia para tentar receber recursos do Governo do Estado relativos a repasses de atendimentos de pacientes na área da saúde. Segundo a prefeita, que participou de uma reunião com a secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, na sede da Federação Goiana dos Municípios (FGM), na terça-feira, o Estado deve para a Prefeitura de Uruaçu mais de R$ 1 milhão.
 "Infelizmente trata-se de um atraso muito grande e de um valor alto. Hoje o Estado nos deve mais de R$ 1 milhão. Esses são repasses somente da saúde e o pagamento desse valor representa a possibilidade de fazermos novos investimentos na cidade ainda este ano", disse Solange. Segundo a prefeita, essa é a realidade de praticamente todos os municípios goianos, com recursos para receber de contrapartidas de programas como Programa Saúde da Família (PSF) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). 
"Hoje as prefeituras bancam praticamente sozinhas os custos com a saúde. A parte da União está sendo paga, mas não é suficiente para cobrirmos todas as despesas. E a parte do Governo estadual tem enormes atrasos", detalhou Solange. Na sua intervenção durante a reunião, a secretária Ana Carla disse que o acordo firmado entre a União e os Estados, anunciado no início da semana passada, dará fôlego de caixa para Goiás. "Nossa intenção é quitar todas as dívidas com os municípios até o final do ano. Sabemos das dificuldades das prefeituras e estamos fazendo levantamento de tudo que devemos para colocar em dia as nossas contas", garantiu Ana Carla.
Solange também fez uso da palavra para falar da sua preocupação com o atraso e dos riscos para o fechamento das contas no final do ano. "Muitos prefeitos correm o risco de enfrentar problemas com as suas contas se esses valores não forem repassados", disse. 
De acordo com o presidente da FGM, Divino Alexandre Silva, as somas dos repasses que devem ser transferidos aos municípios dificilmente serão repassadas integralmente até o final do mandato dos prefeitos. "Estamos preocupados. Os prefeitos devem entregar as prefeitura sem dívidas", pediu. 
 

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