Publicado em 08 Novembro 2015
Jaldene Nunes
Jaldene Nunes

Lúcia Vânia avalia que oposição ‘raivosa’ prejudica os trabalhadores
A senadora Lúcia Vânia, que se filiou ao PSB no fim de agosto passado, depois de longos anos no PSDB, disse em Jaraguá, no último dia 30 de outubro, não ter pressa em fazer o partido em todo o Estado, e manifestou o projeto de uma legenda mais aberta, que venha ao encontro dos anseios da sociedade.
"Quero que o PSB seja um partido diferente, mais democrático e transparente, onde as pessoas tenham noção de quanto é o fundo partidário e tenham participação no seu programa", afirmou a senadora, que ainda tem quase metade do mandato de oito anos pela frente e avalia vir trabalhando, no Senado, ajudando a captar recursos para o Estado, com empréstimos, renegociação de dívidas e obras importantes para Goiás.
Lúcia Vânia esteve na região para participar da entrega de 30 cheques reformas em Jaraguá. Na mesma data, em Rianápolis, entregou o conjunto habitacional Pedro de Castro e Silva, resultado de emenda de sua autoria, no valor de R$ 1 milhão.
"Temos feito um trabalho intenso e tido bastante resultado. Gosto muito desse trabalho, no Senado, porque a gente percebe os resultados de forma muito clara", pontuou.
Sobre a crise atual do País, Lúcia Vânia -- que admite fazer oposição moderada ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) -- avalia que se trata de um dos momentos mais difíceis que já viveu no Congresso Nacional, onde tem 30 anos de vida parlamentar. "Crise como esta ainda não tínhamos visto".
Como oposicionista, porém, a senadora alega não fazer aquela oposição que chama de "raivosa", que sobe nas tribunas para acabar com o Governo Federal. "É uma oposição no sentido de ajudar a construir uma saída para esse momento que estamos vivendo. Nosso trabalho é no sentido de aglutinar as pessoas que sabem que, se o Congresso não reagir, vamos intensificar o desemprego e o sofrimento das famílias. Já estamos com inflação de 10%, isso é ruim para as famílias, principalmente às mais pobres, que não têm como proteger o seu dinheiro".
Lúcia Vânia explicou que a sua intensa agenda, no Senado, em função da crise, a tem impedido de visitar os municípios, mas disse atuar, em Brasília, no sentido de descentralizar recursos para Goiás, "um Estado que, se investir, a resposta é muito rápida, em virtude do seu agronegócio consolidado".
"O agronegócio responde rápido às crises. Portanto, fazemos um trabalho no sentido de mostrar pro Governo Federal que é preciso investir aqui, para que a gente saia desse círculo vicioso que não deixa o País crescer", asseverou.
AMBIENTE MOTIVADOR
Lúcia Vânia disse ter encontrado, no PSB, um ambiente motivador, e avalia seu novo partido comprometido com o social, área de sua grande afeição, e com consistência grande, tendo, nos seus quadros, os governadores do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg; de Pernambuco, Paulo Câmara; e da Paraíba, Ricardo Coutinho; o vice-governador de São Paulo, Márcio França; sete senadores; e 34 deputados federais.
"O PSB é muito comprometido com essa área [social] e fico muito feliz porque toda a minha história é ligada ao social. Eu me sinto perfeitamente bem, entrosada com a bancada. Estou muito satisfeita", afirmou.
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
A respeito das próximas eleições, Lúcia Vânia informou que o PSB não terá a pretensão de fazer um número grande de prefeitos, sem abrir mão, no entanto, de eleger o maior número possível. "Quero prefeitos comprometidos com os ideais do partido, comprometidos com o social, que tenham noção de que uma gestão eficiente e cuidadosa vai fazer o partido se fortalecer e crescer", encerrou a senadora.