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CRISE SEM FIM

Senador Wilder culpa Dilma pelo avanço do desemprego


Publicado em 01 Maio 2016

João Carvalho

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Enquanto Congresso Nacional não coloca um ponto final no Governo Dilma Rousseff, a economia no Brasil segue sangrando. E o trabalhador assalariado é o mais atingido com a crise econômica. Segundo dados divulgados na sexta-feira (29) e que fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego no país atingiu, em média, 10,9% no primeiro trimestre de 2016. No mesmo período, o número de desempregados chegou a 11,1 milhões de pessoas. 
O número de desempregados em todo País praticamente representa quase que a população da Região Centro-Oeste do Brasil (Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) sem incluir o Distrito Federal. Os três estados juntos têm uma população de 12.5 milhões. Para chegar a esse número, foram pesquisadas cerca de 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. A pesquisa usa dados de trimestres móveis, ou seja, de três meses até a pesquisa. 
Com esses números nas mãos o senador Wilder Morais (PP) lamentou a situação que vive a economia do Brasil, vítima dos erros do atual Governo, que insiste em não reconhecer que não consegue mais conduzir a economia e, o que é pior, que ainda acredita que pode permanecer à frente dos destinos do País sem que isso represente mais desemprego. “Esses são números de órgãos ligados ao Governo Federal. E assustam porque mostram a triste realidade do trabalhador no Brasil. Lamentavelmente, o Brasil segue rápido para uma crise ainda maior até que se resolva a saída da presidente Dilma Rousseff”, disse Wilder.
Ainda de acordo com a pesquisa, no trimestre anterior, encerrado em fevereiro, a taxa de desocupação era de 10,2%. No período de outubro a dezembro, a taxa ficou em 9%. O número de pessoas desocupadas cresceu 22,2% em relação ao quarto trimestre de 2015 e saltou 39,8% em relação ao primeiro mesmo trimestre do ano passado.
Segundo Wilder, é incrível como a economia brasileira vem apresentando índices negativos de uma maneira muito rápida. A cada mês o cenário piora. Wilder diz que o prejuízo para os trabalhadores é enorme e atinge diretamente os empresários, pequenos, médios ou grandes, que não conseguem mais investir, sendo que muitos estão fechando as portas ou esperando que a economia volte a reagir.
 

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