porangatu
Seminário discute controle de infecções
Publicado em 11 Maio 2009
A importância da criação e organização das Comissões de Controle de Infecções Hospitalares - CCIH foi debatida em Porangatu durante o I Seminário Regional de Prevenção e Controle de Infecção Hospitalar, realizado no dia 15 de abril, no plenário da Câmara de Vereadores do município. Foi o terceiro encontro organizado para esse fim, com os primeiros acontecendo em Catalão e Itumbiara, e todas as regionais de saúde do Estado promoverão reuniões do tipo.
De acordo com a biomédica Elizabeth Teixeira Borges Martins de Oliveira, coordenadora estadual de Prevenção e Controle de Infecção e Serviço de Saúde, que abriu o evento, o objetivo do seminário foi divulgar os passos para que os profissionais de saúde dos 13 municípios jurisdicionados à Administração Regional de Saúde Norte (ARS Norte), com sede em Porangatu, possam instituir CCIH nos hospitais da região.
Segundo a coordenadora, apesar de a legislação que dispõe sobre a obrigatoriedade da manutenção de programa de controle de infecções hospitalares pelos hospitais do País ser bastante antiga, em Goiás ela ainda não saiu do papel.
"A coordenação de Prevenção e Controle de Infecção e Serviço de Saúde foi instituída na estrutura da Vigilância Sanitária estadual em abril de 2008 e atualmente estamos realizando um diagnóstico sobre as CCIH no Estado", disse.
Para o gerente da ARS Norte, Joaquim Lino Suarte Neto, a CCIH é um órgão importante, na medida em que estabelece normas e protocolos para que as infecções hospitalares sejam debeladas ou minimizadas dentro dos hospitais, mas, segundo afirmou, é necessário também que haja um serviço competente para que essas normas e protocolos sejam implementados. O gerente endossou as palavras da coordenadora estadual, afirmando que as CCIH não saíram do papel na maioria dos hospitais, não havendo trabalhos efetivos realizados pelas comissões. Conforme levantamento da ARS Norte, existem 12 hospitais, em sete cidades, dos 13 municípios que fazem parte da Regional, e nenhum deles possui uma CCIH atuante.
desafio às autoridades
O controle das infecções hospitalares - como são denominadas as infecções adquiridas durante a hospitalização, exames ou tratamentos de pacientes nas unidades de saúde - é um grande desafio para as clínicas, laboratórios e hospitais de todo o País. A infecção hospitalar pode ser leve, sem grandes consequências para o paciente, ou ser grave e levar à morte. Não existe hospital com índice zero de infecção hospitalar. Todo paciente que se interna corre riscos. Desde 1976, o Ministério da Saúde tem normas voltadas para os hospitais visando a prevenção dessas infecções. O Brasil tem três vezes mais infecções hospitalares que o admitido pela Organização Mundial da Saúde - OMS.
Gil Bueno