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SEGURANÇA

Presos integrantes de quadrilha que explodiu carro-forte

Assaltantes foram presos em Minaçu, Campinaçu e Samambaia (DF)


Publicado em 18 Novembro 2016

Divulgação

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Carro-forte destruído após assalto
Carro-forte destruído após assalto

As forças de segurança de Goiás, em operação integrada por policiais do Distrito Federal e do Tocantins, conseguiram desmantelar quadrilha de assaltantes suspeita de praticar roubos a instituições financeiras na modalidade conhecida como “novo cangaço”, na região Norte do Estado. Depois de explodirem um carro-forte da empresa Confederal, na GO 241, entre Campinaçu e Formoso, na tarde de quinta-feira (10/11), quatro assaltantes foram presos nas seguintes localidades: Minaçu e Campinaçu (GO) e em Samambaia (DF). “Esta é uma prova de que o Pacto Integrador é importante e eficaz no combate ao crime organizado e, certamente, após essas prisões, aquela região do Estado estará muito mais segura a partir de agora”, afirma o vice-governador e titular da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), José Eliton. 
 A explosão do carro-forte ocorreu na tarde de quinta-feira, quando o veículo trafegava na Serra do Angico, entre os municípios de Campinaçu e Formoso, para abastecer os bancos de Minaçu. Os assaltantes usaram pelo menos quatro veículos para fugirem, sendo que um foi incendiado. Com apoio das forças policiais de Tocantins e do Distrito Federal, equipes do Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer), Comando de Operações de Divisa (COD) e o GPT de Minaçu entraram em ação e prenderam quatro integrantes do grupo criminoso.
 O primeiro a ser preso, na sexta-feira (11/11), foi Hugo Sérgio Borges, 42 anos de idade, localizado em Minaçu, com duas armas de grosso calibre. No dia seguinte, os policiais renderam Lucas Alcântara Santos de Souza, já na divisa com Tocantins, responsável por incendiar uma caminhonete SW4 usada no roubo. Após novas investigações, foram presos na terça-feira (15/11), em Samambaia, no Distrito Federal, outros dois assaltantes: Azenilto José Costa e Rafael Marcelo de Souza, este de 20 anos de idade. Com eles, os policiais encontraram R$ 200 mil em espécie, armas de grosso calibre e espoletas. Enterrados numa chácara os policiais encontraram explosivos que dariam para danificar dezenas de agências bancárias.
 Os policiais também encontraram grandes porções de explosivos e munições em Uruaçu e em Paranã (Tocantins). As equipes policiais integradas para esta operação continuam as investigações para localizar possíveis integrantes da organização criminosa que teriam participado da explosão ao carro-forte. O grupo é suspeito de realizar cerca de dez crimes a instituições financeiras com uso de armamento pesado e de explosivos.
 
PACTO INTEGRADOR
Para o vice-governador e titular da SSPAP, José Eliton, que é o presidente do Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual, a cooperação entre os estados para o combate ao crime organizado potencializa a atuação das forças policiais resultando no desmantelamento de diversas quadrilhas que se organizam para o tráfico de drogas, contrabando de armas, roubo de cargas, de veículos e assaltos a bancos. “Nestes poucos meses de integração dos serviços de inteligência, do planejamento e da execução das operações, nós comprovamos a eficácia dessa estratégia”, destaca José Eliton, enumerando várias atividades que resultaram em prisões tanto no estado quanto em estados vizinhos.

RESULTADOS
A articulação entre as forças policiais de Goiás com os demais estados do Pacto Integrador de Segurança Pública Interestadual possibilita a prisão de vários grupos que atuam além das fronteiras. São inúmeros os crimes solucionados nas regiões limítrofes entre os estados, em particular nas regiões Norte e Nordeste do Estado, além da região Metropolitana de Goiânia. Um exemplo de sucesso dessa integração foi a captura de seis criminosos que sequestraram e extorquiram um gerente do Bradesco em Anápolis. Para prender os suspeitos, a forças policiais contaram com o apoio dos setores de inteligência e da colaboração da Polícia Federal de Araguaína (TO).
 Mais recentemente, as forças policiais goianas contaram com apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal que atuam no estado de Minas Gerais e no Distrito Federal para identificar e localizar os autores do assassinato do inspetor Adu Celso Barros, em Catalão. Barros foi morto na frente da filha de 11 anos de idade, quando chegava em casa. Um dos suspeitos foi preso num hospital de Campo Alegre, enquanto o segundo morreu em confronto com policiais.
 Essa integração das forças policiais também promoveu um grande cerco a assaltantes de banco no estado de Tocantins, em agosto, quando equipes do Comando de Operações de Divisa (COD) de São Miguel do Araguaia, Porangatu e Minaçu, além da central do COD e de policiais civis do Grupo Tático (GT 3), da Polícia Civil, se uniram para localizar dez assaltantes que explodiram a agência do Bradesco em Araguaçu (TO). Os suspeitos, que fugiram em direção à Alvorada do Tocantins, explodiram a agência, fizeram reféns e levaram um cofre. Mais de 30 policiais goianos atuaram no patrulhamento e cerco aos assaltantes na zona rural de Talismã e Alvorada de Tocantins.
 As ações criminosas praticadas por grupos especializados nessa modalidade de crime estão sendo frustradas continuamente em Goiás. As estratégias utilizadas pelas forças policiais goianas levam vantagem sobre as tentativas de assaltos a bancos. 

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