Publicado em 26 Julho 2016
Juvenal Junior
No apagar das luzes da gestão do prefeito de Rialma, Janduhy Diniz (PSDB), parte da iluminação pública de ruas e avenidas da cidade foram literalmente cortadas na segunda-feira (18). De acordo com a prefeitura, o desligamento de parte da iluminação faz parte de um acordo firmado com a Companhia Hidroelétrica São Patrício (Chesp) para minimizar o débito que já ultrapassou os R$ 900 mil, valor apenas da atual gestão.
O corte parcial da iluminação não pegou a população de surpresa, uma vez que há pelo menos oito meses o problema se agravou e a prefeitura vinha dando sinais de que não tinha condições de bancar essa conta. Em Rialma não existe taxa de iluminação pública. O corte de parte da iluminação teria sido autorizado pelo prefeito.
Com o aumento da dívida, há cerca de um ano foi encaminhado projeto de lei para a Câmara Municipal para implantar a taxa de iluminação pública, mas o projeto foi vetado pela maioria dos vereadores. Há cerca de quatro meses, a gestão enviou outro projeto, desta vez de parcelamento da dívida em 60 meses, que também foi rejeitado pela Câmara. E o resultado disso foi o corte parcial da iluminação pública. "Estamos sofrendo as consequências de uma gestão desastrosa, que não deu conta de manter a cidade com as luzes acesas. Rialma não merece passar por isso", desabafa um morador que teve a luz em frente da sua casa cortada.
A Chesp informou que sempre esteve à disposição para a negociação e que por diversas vezes procurou a gestão pública de Rialma na tentativa de buscar uma solução para o problema. De acordo com Ministério Público (MP), a medida tomada pela empresa fornecedora de energia de suspender parte da iluminação pública é legal da maneira que foi feita. Em média, a prefeitura paga cerca 70 mil reais de iluminação pública.
A reportagem do Diário do Norte apurou com assessores do prefeito que a Prefeitura de Rialma enfrenta dificuldades de pagar a conta com a iluminação há cerca de doze anos. E desta dívida, a atual gestão teria realizado um parcelamento deste montante, mas há alguns meses deixou de efetuar o pagamento.
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