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Prefeito teme crise financeira

Mário Macaco, de Itapaci, adianta que crise provocada pela pandemia do coronavírus vai atingir cidades


Publicado em 19 Maio 2020

Juvenal Junior Com informações  de Flávio Duarte

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Divulgação
Prefeito Mário Macaco mostra que o cenário é preocupante
Prefeito Mário Macaco mostra que o cenário é preocupante

O prefeito de Itapaci, Mário Salles (Mário Macaco - PSDB), se reuniu com a imprensa no dia 28 para apresentar um quadro nada agradável das finanças da prefeitura, o que se agravou com a pandemia do novocoronavírus. De acordo com o gestor, a transferência do FMP e ICMS, principais receitas do município, tiveram uma queda em março e abril de cerca de R$650 mil em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o prefeito, a situação é de calamidade. 
De acordo com o prefeito, para o pagamento da folha dos servidores deste mês faltam cerca de R$58 mil. Enquanto isso, segundo ele, os precatórios não param de chegar. "São dívidas de gestões passadas, que acabam engessando a atual gestão. Ou pagamos os servidores ou os precatórios. Ainda corremos o risco de ter os recursos sequestrados pela Justiça para o pagamento dessas condenações", diz. 
Ainda relatando um futuro incerto, Mário Macaco acredita que a situação deverá se agravar ainda mais, uma vez que a prefeitura deverá sentir mais impacto na arrecadação de tributos municipais e também na transferência de receitas. "É uma cadeia de receitas públicas que deixará de ser arrecadada ou transferida nesse período. O ISS caiu drasticamente e com o IPTU podemos enfrentar uma inadimplência ainda maior pelos contribuintes, que preferem priorizar outras despesas. Creio que haverá uma melhora só no mês de julho, quando recebermos 1% a mais do FPM", pontuou o prefeito.
"Municípios do porte de Itapaci, que tem pouca receita própria estão com o pires nas mãos. Dependemos quase que na totalidade desses repasses do FPM e ICMS e quando esses recursos sofrem queda, a situação no município se complica mais ainda. Esse é o cenário do pequenos municípios brasileiros e em Itapaci, isso não é diferente", disse Mário. "Estamos fazendo tudo para que não sejamos obrigados a fazer demissões, suspender contratos de fornecedores e prestadores de serviço", disse ele. Citou como exemplo, a Prefeitura de Goiânia que através de decreto suspendeu cerca de 3 mil contratos temporários, além de pagamento de gratificações e auxílio-transporte do funcionalismo público.
Disse ainda que, nesse primeiro momento, não demitirá nenhum servidor e, com o sacrifício da prefeitura, dos parceiros e de todos, espera que as coisas melhorem. Caso isso não ocorra e tudo continue como está, em um segundo momento, será necessário tomar atitudes mais severas, como exemplo, o corte de 100% em todas as gratificações e, se não resolver, em último caso, poderá sim, haver exoneração de cargos comissionados e de contratos de fornecedores e prestadores de serviço.

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