Publicado em 01 Maio 2016
Jaldene Nunes
Criado por Lei Estadual, votada pela Assembleia Legislativa, em 2015, o Colégio da Polícia Militar de Goiás (CPMG), de Jaraguá, ainda não foi implantado, e isso tem gerado muitas críticas nas redes sociais tanto ao Governo do Estado quanto ao deputado de sua base na cidade, Nédio Leite (PSDB).
Nessa sexta-feira (29), mais uma etapa no Colégio Estadual Sílvio de Castro Ribeiro foi cumprida: reunião solene, na qual o Comando de Ensino da Polícia Miliar de Goiás (PMGO) esclareceu dúvidas sobre o processo de implantação. Ao término da audiência, a comunidade escolar decidiu, por aclamação, pela transformação da unidade em Colégio Militar.
Participaram o capitão Costa, do Comando de Ensino, e o coronel Francisco Fernandes, diretor do CPMG José Carrilho, de Goianésia, que representaram o comandante de ensino da PM, o tenente-coronel Anésio Barbosa; Sargento Batista e Cabo Elizângela; a subsecretária regional de Educação de Goianésia, Maria das Graças Bueno da Silva; o diretor da UEG, Câmpus Jaraguá, Osmar Barros; vereadores Ronan Motorista, Itamar do Abacaxi, Zé Sabiá, Jovano Galego, Silmar da Fundação, Sinval da Ambulância e Odair da Vizzado; e representantes do Sintego, da Secretaria de Educação de Jaraguá, dos pais de alunos da comunidade escolar e dos corpos docente e discente do Sílvio de Castro, além do próprio Nédio Leite.
A decisão da comunidade escolar, pela implantação do Colégio Militar na unidade, confirmou a expectativa da diretora educacional do Sílvio de Castro, professora Elilza Rodrigues Correia Lira, para quem o processo não vem de cima para baixo.
"Prova disso é essa reunião, onde a comunidade escolar está aqui para ser inteirada de como as coisas acontecerão. E nós todos somos muito livres para concordar ou não. Mas tenho certeza de que o sim prevalecerá", profetizou Elilza.
Logo na abertura da reunião, a diretora Elilza Rodrigues, ao observar o pátio da escola lotado, disse da sua perspectiva de que "a vontade de vocês seja a minha: de que nós tenhamos nessa unidade escolar gestão militar".
"Eu, enquanto professora, eu estou gestora, não vejo a implantação da gestão militar como algo que vai me limitar ou como algo que vai ser ruim para mim individualmente, porque eu penso coletivamente. Eu penso que será algo bom para o Colégio Sílvio de Castro", afirmou Elilza.
A subsecretária de Educação, Maria das Graças, esclareceu que, transformado em Colégio Militar, o Sílvio de Castro continuará público e não formará militares. "Há uma confusão muito grande de início. É um projeto de gestão do colégio, onde os alunos estudam muito e obtêm resultados disso, mas ele não veio para formar militares, não", observou Maria das Graças.
PALESTRA
Durante mais de duas horas, capitão Costa detalhou sobre o funcionamento dos colégios militares, que já são 27 unidades em funcionamento em todo o Estado, com 33.172 alunos estudando atualmente, mais oito em fase de implantação, dentre elas o Sílvio de Castro, e outras 10 já criadas em lei.
"É uma rede de colégios que funciona de forma não muito diferente do colégio estadual que vocês estão aqui hoje, mas eles têm uma filosofia de ensino diferente", anunciou Costa.
O oficial falou sobre o regimento interno da unidade, o regulamento de disciplina, que produz resultados, aos mesmos alunos e com os mesmos professores, como aprovação em certames como o Enem, concursos públicos e vestibulares.
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