Publicado em 22 Setembro 2019
Jaldene Nunes
Policiais militares realizam, há uma semana, durante suas folgas, e mesmo depois de extenuantes jornadas de trabalho, mutirões para construir a casa de uma família de Goianésia. Segundo o capitão Castro, comandante da 2ª Companhia Destacada de Polícia Militar (CDPM) de Barro Alto e da 3ª CDPM de Vila Propício, a equipe se sensibilizou com a situação da auxiliar de cozinha do quartel, Maristele Rodrigues do Nascimento, a quem o marido abandonou. A mulher cuida, sozinha, das duas filhas, de 12 e 15 anos, e do pai.
"Ela é uma pessoa muito boa, é uma guerreira, que cuida das filhas, do pai, que é muito doente, e paga a prestação do lote. Então, nós resolvemos ajudar", disse o capitão Castro. "Tem policiais que saem do serviço e, mesmo depois de 24 horas de trabalho, estão aqui. Sensibilizou todo mundo", completa o major Diney Pereira, comandante do batalhão.
O mutirão, iniciado na segunda-feira (16), reuniu 13 policiais no primeiro dia. A mobilização teve sequência na quarta (18) e no sábado (21), sempre nos dias de folga dos policiais, e vai prosseguir nos próximos dias, até a conclusão da casa nova, que tem 3 quartos, banheiro, sala e cozinha. Ainda há muito a ser feito, falta muito material também, mas, para quem esperou 7 anos desde a aquisição do lote, falta pouco para a realização do sonho.
Além do trabalho na obra, os policiais mobilizam a comunidade para arrecadar doações, pois ainda faltam materiais, e até uma rifa, de um par de alianças ganhadas de uma voluntária, está sendo organizada para ajudar a comprar o telhado.
"Estamos com 300 rifas, cada uma a R$ 10. A intenção é angariar esse dinheiro para a gente comprar o madeiramento para o telhado e, se sobrar dinheiro, para outros materiais que estejam faltando. Quem quiser, pode fazer depósito direto na conta da senhora Maristele. Basta entrar em contato conosco, via redes sociais, e mandar o comprovante do depósito que colocaremos seu nome na rifa", anuncia o capitão, dizendo esperar com a colaboração de todos. "Estamos na fase grossa da obra, ainda falta muita coisa e toda ajuda é bem-vinda".
Dona Maristele, a guerreira apresentada pelo capitão Castro, recebe um salário mínimo e paga R$ 580 de prestação do lote. Ela já havia começado a construção da casa, mas ainda estava no alicerce. Agora, que vê a casa sendo levantada, a mulher não esconde a alegria: "Estou muito feliz, emocionada e agradecida. Eu sempre quis dar um futuro para minhas filhas, um lugar para elas. É um sonho que eles estão realizando".
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