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O Rio das Almas pede socorro

Rio sofre com a seca que a cada ano o castiga ainda mais e sempre reduz o volume de água no seu leito


Publicado em 13 Outubro 2020

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Divulgação
Animais pastam livremente no leito do rio, um dos principais da região
Animais pastam livremente no leito do rio, um dos principais da região

Principal rio da Região do Vale do São Patrício e um dos afluentes da bacia do Tocantins, o Rio das Almas, que corta os municípios de Pirenópolis, Jaraguá, Uruana, Rianápolis, Carmo do Rio Verde, Ceres, Rialma e Nova Glória, vem sofrendo com a estiagem prolongada. O baixo nível das águas do rio está preocupando moradores, pescadores e membros de associações que lutam pela preservação do seu leito. A estiagem prolongada e a retirada de um grande volume de água por empresas da região e o crescimento das cidades vêm contribuindo para que o nível das águas se apresente 50% menor que o esperado para esse período do ano.
 Ano após ano, o volume de água vem baixando gradativamente e quando há uma estiagem prolongada, a situação fica mais preocupante. Esse ano o nível do rio atingiu índice alarmante, podendo levar um colapso em um futuro próximo, como a escassez da água. Outra preocupação da comunidade é a falta de fiscalização na retirada de água do rio acima do limite permitido, o que estaria contribuindo para a sua seca. Há dois anos, um vereador de Rialma protocolou denúncia também para que os órgãos fiscalizadores informem a qualidade da água do rio, uma vez que tem aumentado o número de algas no seu leito. 
 Muitos dos pequenos córregos que alimentam o rio já secaram. De acordo com especialistas, a estiagem é um fenômeno natural e que ocorre sempre diminuindo a quantidade de água. Moradores de Ceres e Rialma afirmam que nunca tinham visto o rio com água tão baixa. "Vamos esperar que Deus possa mandar chuva e o rio volte a ter um grande volume de água", disseram. Em vários pontos do rio, já é possível atravessar o leito com água batendo na altura do joelho. "Nesses mais de 30 anos que frequento o Rio das Almas, nunca tinha visto uma cena dessas", comenta um morador da região. 
De acordo com um ex-pescador, que há mais de 45 anos tira o sustento do Rio, neste período viu muita transformação no Rio das Almas. "A cada ano percebemos que o rio perde um pouco do seu leito natural. O crescimento da cidade também tem contribuído para que as pessoas joguem lixo nas margens e até mesmo dentro do rio. Mas a preocupação maior é o uso da água do rio para as lavouras de cana. Isso vem causando um grande assoreamento e, consequentemente, o desaparecimento de várias espécies de peixes", diz.  

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