Publicado em 17 Março 2019
Após o atentado na sexta-feira (15) contra duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, que deixou 49 mortos, a primeira-ministra do país, Jacinda Ardern, anunciou no sábado (16) mudanças na legislação sobre armas.
A premiê disse que o principal suspeito pelo ataque – o australiano Brenton Tarrant, de 28 anos – estava em posse de cinco armas, incluindo duas semiautomáticas e duas espingardas. As armas foram compradas depois que ele obteve a licença correspondente, em novembro de 2017. Segundo Ardern, algumas das armas foram modificadas para se tornarem ainda mais mortais. "Enquanto seguem os trabalhos para esclarecer a sequência de fatos que levaram tanto à licença quanto à posse das armas, posso assegurar uma coisa: nossas leis de armas irão mudar", afirmou, sem dar detalhes.
Ardern disse que haverá uma "resposta rápida" de seu governo e que uma proibição de armas semiautomáticas será avaliada.
Tarrant compareceu ao tribunal de Christchurch, onde foi acusado de assassinato. Ele é suspeito de matar 49 pessoas na mesquita de Al Noor, no centro de Christchurch, antes de dirigir cerca de cinco quilômetros até a mesquita de Linwood, onde matou mais sete pessoas. A 49ª vítima do massacre morreu no hospital.
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