trabalho
Nordeste ganha indústria de frutos do cerrado
Publicado em 15 Julho 2007
Os produtores e trabalhadores rurais do projeto piloto de Aproveitamento Sustentável de Frutos do Cerrado, dos municípios de Damianópolis, Sítio d`Abadia e Mambaí, vão contar a partir de dezembro deste ano, com uma agroindústria de beneficiamento de frutos do cerrado, em Damianópolis. O projeto é realizado desde 2005 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parcerias com a Agênciarural, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa Cerrado) e Fundação Banco do Brasil.
A agroindústria de beneficiamento de frutos do cerrado deve revolucionar o trabalho da Associação dos Produtores e Beneficiadores de Frutos do Cerrado (Benfruc). Uma associação fundada por apenas doze pessoas, e, atualmente, envolvendo cerca de 100 participantes. O prédio da agroindústria terá 154,3m², com espaço para processamento e armazenamento de 100 toneladas de frutos do cerrado, por ano.
De acordo com o gestor do projeto, Marcos Fernando Passos, da unidade de Agronegócios do Sebrae, a obra, estimada em R$ 99 mil, já está em processo de licitação e será construída às margens da GO-040, saída para Sítio d`Abadia.
Atualmente, a Benfruc funciona em 41,7m², cedida pela presidente e fundadora da Associação, Giovanda de Souza Brandão. A estrutura tem capacidade para o trabalho de apenas 16 pessoas, a cada safra de frutos do cerrado, como o pequi. Os principais compradores da associação são três empresas de sorvete: duas de Goiânia e uma de Brasília, negócio que promove trabalho e renda para cerca de 120 pessoas em Damianópolis, Sítio d`Abadia e Mambaí.