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Moradores convivem com lixão

Problema em São Luiz do Norte incomoda e traz preocupação para famílias que temem por seus filhos


Publicado em 04 Outubro 2020

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Divulgação
Uma montanha de lixo no lugar que está praticamente abandonado pela prefeitura
Uma montanha de lixo no lugar que está praticamente abandonado pela prefeitura

Quem viaja pelo interior do Estado, geralmente pode perceber algo comum quando se aproxima de uma cidade. Em quase todas elas, existem portais de acesso, uma praça ou letreiros dando as boas-vindas. Em São Luiz do Norte, município localizado as margens da BR-153, próximo a Uruaçu, pode perceber um desses cartões postais, justamente na Rodovia Federal. Mas quem chega a cidade pelo outro extremo do município, o cartão de visita é um lixão a céu aberto às margens da rodovia que liga São Luiz a Hidrolina.
Os moradores do bairro Por do Sol, às margens da rodovia enfrentam há vários anos uma triste realidade de morar a poucos metros do lixão, que recebe diariamente toneladas de rejeitos domésticos. Lixo este que vai desde a animais mortos, resto de entulho, lixo doméstico. Os moradores acusam ainda que até lixo hospitalar é depositado ali, sem nenhum tratamento. "Convivemos com uma situação delicada. Nos dias mais quentes, o cheiro de carniça que vem do lixão é insuportável. Por diversas vezes o poder público prometeu acabar com o lixão, mas entra ano e saí ano, a realidade é a mesma", lamenta uma dona de casa pela situação vivida diariamente.
Moradores relataram ao Diário do Norte que no local é possível identificar restos de animais mortos, eletrodomésticos, móveis e muito lixo reciclável. Além dos materiais, há grande acúmulo de entulho, galhos e folhagens. Para outra moradora, a preocupação maior é com as crianças, que vez e outra acabam chegando muito perto do lixão. "Ficamos com muito medo, né? Ali tem lixo de todo o jeito, caco de vidro, animais mortos que podem transmitir doenças. É uma preocupação constante", diz.
Para um trabalhador que recolhe material reciclável, que enfrenta as dificuldades do dia a dia do lixão, a preocupação maior é a com a proliferação de mosquitos transmissores de doenças. "É corriqueiro as pessoas jogarem lixo aqui. Muitos desses materiais servem para acumular água e virar um criadouro de larvas de mosquito", diz. Já outro morador chama a atenção para a quantidade urubus no lixão. "Muitas aves ficam as margens da rodovia, o que pode ocasionar acidentes", diz.

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