*Publicidade

Home     Notícias
brasília

Ministério apóia prefeito de Acreúna


Publicado em 24 Junho 2007

João Carvalho - Brasília

|   Compartilhe esta página: facerbook  twitter  whatsapp

íris roberto
Ministro Reinhold Stephanes, João Batista e deputado Jovair
Ministro Reinhold Stephanes, João Batista e deputado Jovair
O prefeito da cidade de Acreúna, João Batista Pereira (PP), esteve no Ministério da Agricultura, em Brasília, na última quinta-feira (21), quando se encontrou com o ministro Reinhold Stephanes. Na pauta, pedido de recursos para realização da Festa Agropecuária no município, no mês de julho. O deputado federal Jovair Arantes (PTB) acompanhou o prefeito no encontro. João Batista encaminhou pedido ao ministro para que o Ministério ajude financeiramente o município na realização do evento, um dos mais importantes do Sudoeste do Estado. No Ministério da Agricultura, o prefeito concedeu entrevista ao Diário do Norte para falar sobre a grave crise que se abateu sobre a cidade depois da queda da produção de algodão e da soja no seu município. Segundo João Batista, Acreúna foi, num passado recente, o maior produtor de algodão do Estado. “E hoje estamos enfrentando uma crise grande, que se iniciou há cerca de três anos devido à queda na produção do algodão. Nós tínhamos três algodoeiras na região. Hoje só temos uma funcionando e apenas dois produtores plantaram a safra”, disse o prefeito. Com a queda na produção veio o desemprego. Somente no ano passado, segundo informa o prefeito, havia cerca de 1.800 pessoas sem trabalho no município, o que gerou um enorme problema social. Com a experiência vivida com essa situação, João Batista diz que é um ‘desastre’ o município que investe apenas na monocultura. “Meu município é um retrato do que acontece quando se investe apenas em uma cultura. Se ela quebra, a situação fica insustentável”, alertou. Hoje, segundo o prefeito, existe uma usina de álcool no município e está sendo construída uma de biodiesel, o que permitiu a recolocação dos trabalhadores no mercado de trabalho. Ainda assim, com a produção da cana, muitas pessoas estão vindo do Nordeste em busca de trabalho na região. Isso acarreta sobrecarga no hospital municipal da cidade, que antes tinha em média 12 pessoas internadas, e agora soma mais de 30. Os presos eram na faixa de 30, e hoje são 56, o que representa despesas extras para o cidadão de Acreúna. João Batista diz que para resolver todos esses problemas sociais, várias ações estão sendo desenvolvidas no município, como a geração de novas oportunidades de emprego, mas ele lamenta que o governo do Estado não tenha apoiado no momento em que ele mais precisou, quando houve a quebradeira do segmento do algodão. “Naquela época, cerca de três anos atrás, o produtor comprava o insumo em dólar, que estava cotado a R$ 2,70. Depois, quando foi vender o produto, o dólar estava a R$ 2,00”, explicou. João lembra que não foi somente o algodão que teve problemas. A cultura da soja também enfrentou dificuldades, já que o município sofreu com a presença da ferrugem asiática, o que determinou queda na produtividade e prejuízos para o homem do campo. Para o prefeito, tudo o que aconteceu serviu de aprendizado. Hoje ele prefere olhar para frente e apostar em ações que vão garantir o bem estar da comunidade de Acreúna. “Temos que trabalhar bastante para que a cidade continue sendo referência em produtividade na região”, declarou João.

Jornal Diário do Norte

E-mail jornaldiariodonorte@uol.com.br

Endereço Avenida Federal Nº. 248 Centro, Porangatu Goiás.

© 2026 - Jornal Diário do Norte