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SAÚDE

Medicamentos contra calvície diminuem a libido masculina?

Especialistas em tratamento e transplante capilar respondem a dúvidas sobre efeitos colaterais de tratamentos contínuos


Publicado em 10 Setembro 2026

Redação

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A preocupação com possíveis efeitos colaterais de medicamentos utilizados no tratamento da calvície faz com que muitos homens adiem ou até abandonem o acompanhamento médico. O principal receio é a possibilidade de diminuição na libido associada ao uso de medicamentos antes ou no pós-transplante. 

A alopecia apresenta caráter progressivo e geralmente exige estratégias de tratamento de longo prazo. A manutenção tem o objetivo de preservar os resultados alcançados com a cirurgia e retardar a progressão da perda dos fios, explica o dermatologista Domingos Coelho, especialista em tratamento e transplante capilar. Segundo ele, a decisão sobre deve ser tomada com base em avaliação médica e evidências científicas, e não pelo medo. “O paciente não deve se levar pelo medo, e sim pela ciência”, afirma. 

De acordo com o especialista, estudos apontam que os efeitos colaterais relacionados aos medicamentos de uso contínuo são observados em uma parcela muito pequena dos pacientes (1% a 5%). Ele ressalta ainda que, nas práticas clínicas, os médicos podem dar preferência a medicamentos com menos efeitos negativos para a libido, caso o paciente não se adapte com algum deles. “A estratégia pode ser modificada de acordo com a evolução do quadro, resposta ao tratamento e avaliação médica. Possibilidade não significa que todos que utilizam medicamentos contra a calvície apresentarão problemas.”

Também médico cirurgião capilar, Jefferson Freitas reafirma que o transplante capilar não necessariamente encerra o tratamento contra a calvície. “O procedimento pode redistribuir fios de uma região doadora para áreas afetadas pela perda capilar, mas os fios que não foram transplantados continuam sujeitos à evolução do processo de queda.”

Por isso, segundo Domingos, o paciente precisa entender que o combate à calvície é contínuo. “A calvície é crônica, igual a uma diabetes, igual a uma hipertensão. Ou seja, o paciente sempre vai ter que fazer um tratamento para combater a calvície que tem”, explica.

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