Publicado em 06 Fevereiro 2017

Em entrevista concedida à imprensa após a Assembleia Geral dos Governadores do Consórcio Brasil Central, o governador Marconi Perillo afirmou, numa referência à criação do Mercado Comum, que é hora de o bloco efetivamente demonstrar a sua força. "Todos acreditamos que é hora de sairmos da vala comum e efetivamente demonstrarmos a nossa força, a nossa vontade política e a nossa decisão de inovarmos, de sermos criativos; e de sermos um ponto fora da curva neste País onde as coisas são muito morosas e os avanços são muito demorados. Queremos uma agenda afirmativa, positiva para o Brasil a partir do Brasil Central", disse.
Na Assembleia Geral, os governadores de Goiás, Mato Grosso, Distrito Federal, Tocantins, Rondônia, e o vice-governador do Maranhão - Estado que participa como membro associado, assinaram o contrato com a consultoria que vai auxiliar o Consórcio na consolidação do Mercado Comum, que funcionará aos moldes da Zona do Euro, com circulação de mercadorias com tarifas diferenciadas. Marconi afirmou que o Mercado Comum englobará a questão de sanidade animal e vegetal, Segurança Pública, incentivos fiscais e, principalmente, a questão tributária. "Chegamos ao consenso de que há uma determinação forte, política, para que o Mercado Comum avance e se consolide efetivamente como aconteceu com a comunidade européia", pontuou.
Conforme expôs, a primeira preocupação dos governadores é que os estados tenham uma estratégia de neutralidade para que ninguém tenha perdas. Ele observou que o Mercado Comum europeu demorou décadas para se consolidar, assinalando que o processo de solidificação no Brasil Central deve se prolongar por este ano e o próximo. "Não é algo fácil, porque se mexe com incentivos fiscais, com competitividade, com alíquotas fiscais e tributárias. Há todo um histórico e tradição fazendária em nossos estados. É realmente demorado. Mas é preciso ter decisão política se quisermos fazer a nossa região avançar. E queremos mostrar a nossa decisão política de avançar para um Mercado Comum entre nós", endossou.
Outra ação aprovada na assembleia geral foi a contratação de uma consultoria que vai orientar os Estados sobre uma estratégia comum para as exportações, com objetivo de impulsioná-las. "Nós julgamos muito importante essa estratégia porque nossos estados são estados fortíssimos em produção e exportação", sublinhou Marconi. Ele apresentou aos governadores a ferramenta iGO, e o Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador.
Sobre a área de Segurança Pública, Marconi informou que na próxima reunião do Consórcio Brasil Central, marcada para março em Cuiabá, os governadores apresentarão um cardápio de ações e investimentos para serem entregues até o final do ano. Ele pontuou que o bloco já definiu os gastos com estratégias de exportações, com a plataforma do Mercado Comum, e com investimento em inteligência na área de Segurança. "Temos hoje um fundo de R$ 10 milhões, e para este ano teremos mais R$ 12 milhões. Esses recursos estão sendo usados parcimoniosamente, e serão usados nessa carteira de projetos tangíveis que vamos aprovar em Cuiabá e começa a executar", disse.
O governador do Mato Grosso, Pedro Taques, falou sobre a criação do selo de qualidade dos produtos produzidos pelos estados do Consórcio. Segundo ele, a certificação parte da rastreabilidade e do respeito às regras ambientais e trabalhistas. O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, destacou a parceria entre Governo de Goiás e o governo do Distrito Federal para fazer a captação de água da Barragem de Corumbá IV. "Será uma obra grandiosa que vai resolver o problema hídrico de Brasília e da região do Entorno Sul". Destacou parceria entre ambos os governos para conclusão da rede de esgoto da cidade de Águas Lindas.
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