Publicado em 15 Janeiro 2017
A vida é muitas vezes uma complexa combinação de fatores. A morte é mais simples: ocorre por conta de doenças, acidentes e a violência urbana. E a violência é tão complexa que não se consegue imaginar que a própria mãe possa tirar a vida do filho.
Mas tira: a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano Pereira, de 32 anos, foi presa em Cravinhos (SP) após confessar friamente que matou o filho Itaberli Lozano, de 17 anos. Mas não só matou: ela teria queimado seu corpo. Motivo? Disse para a polícia que "não aguentava mais ele". No processo penal pretende fazer uso da defesa de legítima defesa.
Para a polícia, ela jogou a culpa da morte no filho: conflitos com Itaberli por ser homossexual (não era contra ser gay, mas reprovava seus relacionamentos) e usuário de drogas. No Natal, Itaberli postou em uma rede social a mensagem de que "família é tudo": "Família em primeiro lugar. É o que há". Na imagem, ele aparece vestido de papai noel com a mãe e o padrasto.
Para matar o adolescente, Tatiana se jogou na vítima: tentou dar uma chave de braço, depois pegou uma faca e o atacou três vezes no pescoço.
O tratorista Alex Canteli Pereira, 30, também foi preso. Ele é o marido da mãe de Itaberli Lozano e foi indiciado pela polícia por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Para dar fim ao corpo, após a morte de Itaberli Lozano, eles levaram o cadáver para um canavial e colocaram fogo. No relatório da Polícia Civil, amigos e familiares negaram que Itaberli usasse qualquer espécie de tóxico.
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