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ELEIÇÕES 2026

Lula vence Flávio Bolsonaro e comandará o Brasil pela quarta vez

Presidente Lula conseguiu virada histórica e inédita ao superar o candidato do PL no segundo turno


Publicado em 27 Outubro 2026

Da Redação

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Em discurso após a vitória nas urnas, no domingo (25), o presidente Lula (PT) prometeu mudar seu jeito de governar no novo mandato, atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que precisou vencer a intromissão de plataformas digitais na eleição.
O petista derrotou no segundo turno Flávio de virada para um quarto mandato inédito na história brasileira, após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ter largado na frente no primeiro turno. Às 23h16, com 99,99%% das urnas apuradas, o presidente marcava 51,79% dos votos, ante 48,21% do adversário.
No discurso, Lula agradeceu aos eleitores, aos coordenadores de campanha e, principalmente, ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também exaltou a juventude, os idosos e as pessoas que superaram obstáculos para ir votar.
O presidente enalteceu o tamanho das manifestações no segundo turno, em especial a da avenida Paulista deste sábado (24). Disse que pediu para tocar o Hino da Independência e se emocionou ao ver os manifestantes cantando "ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil" e que isso significa que o país não aceita ser quintal de ninguém.
Para o petista, a eleição foi marcada por interferência de plataformas digitais e é preciso avançar na regulamentação dessas empresas.
Ele também afirmou que a eleição foi "uma derrota do negacionismo e da mentira" e que se sentiu constrangido em ter feito debates junto de Flávio, a quem chamou de "representante do milicianismo".
O tom geral do discurso foi de união. Lula disse que todas as religiões serão respeitadas igualmente em seu governo e defendeu o papel do Estado laico na garantia da liberdade religiosa. "Eu não tenho preferência por nenhuma religião. Eu tenho preferência pelo respeito à fé do povo brasileiro", disse.
"Este país está pronto para ser construído. Eu não vou falar a palavra unidade nacional, porque essa palavra nem sempre cabe nesse país, mas eu quero que vocês saibam: se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado. Esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito da Constituição."
O presidente ainda sinalizou ao Congresso. Rebateu quem diz que ele terá dificuldade para governar devido ao perfil mais conservador do Legislativo federal e afirmou que é com essa composição que vai trabalhar: "Eu não escolhi o Congresso, foi o povo que escolheu. E é com ele que eu vou votar, vou trabalhar e vou aprovar as coisas."
Repetiu, no mais, que o governo terá participação maior na segurança pública. Segundo ele, a Constituição transferiu aos estados a responsabilidade pela área, mas a União passará a atuar para garantir mais tranquilidade à população. "Para o povo trabalhador, a gente vai dar proteção; para o bandido, a gente vai dar prisão", declarou.
"Essa eleição me ensinou muitas lições. Posso dizer que vamos mudar o jeito de governar esse país. Vamos fazer o povo participar mais dessas decisões. E quero dizer a vocês que a comunicação digital vai ganhar espaço muito grande. Eu inclusive já ganhei um celular [...] e pode ficar certo que daqui para frente eu vou conversar muito com o povo diretamente todo dia".

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