Publicado em 17 Julho 2016
Anderson Alcântara
"A recordação mais forte que tenho são os meus sapatos se transformando em uma espécie de bola de fogo. Não desejo a ninguém tanta dor e hoje me sinto ao menos aliviada porque a Justiça vai me ajudar a ter uma vida mais digna". O relato comovido é da lavradora Maria Aparecida Gomides D' Abadia, de 52 anos, que teve 27% do corpo queimado após um acidente com um botijão de gás, ocorrido na chácara onde mora, em Goianésia, no mês de setembro de 2015.
Na segunda-feira (11), ela conseguiu a aposentadoria rural por idade durante o Programa Acelerar - Núcleo Previdenciário, realizado em mais uma edição na comarca de Goianésia, cuja previsão é de promover somente hoje cerca de 130 audiências.
Além do benefício de um salário mínimo mensal, a trabalhadora rural receberá R$ 6.776,00, valor retroativo a data do acidente (1º de setembro de 2005). O acordo entre o representante do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e Maria Aparecida foi homologado pelo juiz Sílvio Jacinto Pereira, em atuação no mutirão.
O magistrado declarou extinto o processo (ação previdenciária) com julgamento do mérito, conforme estabelece o artigo 487, inciso III, alínea "b", do Código de Processo Civil (CPC).
Agradecida e emocionada, Maria Aparecida, que passou seis meses sem conseguir dormir em razão das fortes dores nas pernas, local onde seu corpo foi mais atingido pelo fogo que se alastrou com o gás deixando-o em carne viva, conta que gastou uma média de R$ 4 mil por curativo e precisou tomar morfina três vezes na veia para suportar a dor das queimaduras entre o trajeto feito de ambulância de Goianésia para o Hospital de Queimaduras de Goiânia.
"Tive que fazer duas raspagens e tudo é muito caro. A meia compressora custa 370 reais e o silicone 525. O curativo, que é importado, cola na carne e lança o antiflamatório direto no machucado. Mesmo assim, os médios disseram que minha pele nunca mais será restituída completamente. Precisei da ajuda de familiares e fizemos até uma galinhada beneficente para conseguir o dinheiro. Graças a Deus e a esse programa tão bonito do Judiciário, agora vou ter essa ajuda financeira para comprar os remédios porque não tenho mais condição alguma de trabalhar nessa vida", realçou, ao apontar também um problema no nervo craniano, outro problema de saúde que sofre desde a adolescência e afeta diretamente sua visão, além de sofrer fortes dores de cabeça, semelhantes a uma enxaqueca.
Dona Laura: a benzedeira de 70 anos de carreira
CERES/CARMO DO RIO VERDE: Homem passou aperto com coco no ânus
Governo publica lista de nomes dos anistiados da Caixego
Quatro pessoas morrem em acidentes em Porangatu
Adolescente engravida a própria irmã de 12 anos
Casal morre carbonizado em acidente na Rodovia do Muquém
Vereador de Campos Verdes tenta matar amante a tiros
Padre Edilson deixa de ser padre
Mulher de ex-candidato a prefeito de Formoso morre em acidente
Homem surta, entra na igreja armado e fere fiéis durante culto