Publicado em 09 Abril 2016
João Carvalho
Amigo pessoal e aliado político de Jovair Arantes (PTB) desde a sua primeira eleição na disputa pela Prefeitura de Porangatu, em 1996, o deputado Júlio da Retífica (PSDB) diz que o deputado federal acertou ao apresentar parecer que permite a abertura de processo de cassação da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo Congresso Nacional. “Ele fez a parte dele, agora cabe aos demais congressistas ouvirem o clamor das ruas para decidir sobre o futuro do Brasil”, disse Júlio.
O deputado tucano faz parte de uma maioria que não esconde mais a sua insatisfação com os rumos que a política e a economia nacional estão tomando nesse segundo governo da presidente Dilma. “Falta gestão para controlar a economia, gerar empregos e fazer o País crescer. Falta competência política para administrar o Brasil em parceria com o Congresso Nacional e aprovar as medidas que precisamos para voltar à normalidade”, pede Júlio.
Júlio avisa que há condições legais para se cassar a presidente, sem que isso implique na justificação dessa tese de golpe que o governo insiste em denunciar. “Ela, a presidente, pode ser investigada criminal e administrativamente, além de também poder responder a processo de cassação de mandato, em decorrência de fatos ocorridos em seu primeiro e segundo mandatos, como temos visto ser denunciado todos os dias nos veículos de comunicação” lembra.
Além do mais, comenta Júlio, a tempestade perfeita está em curso no País com as políticas de austeridade implementadas pelo Governo, o que tem gerado desemprego em massa, além dos escândalos que se sucedem e os grandes protestos nas ruas, com a sociedade cada vez mais mobilizada e pedindo o afastamento da presidente.
“É impossível segurar esse governo por mais tempo no poder. Temos duas grandes crises em curso, uma moral e outra econômica. A moral atinge o núcleo central do governo e arrasta a presidente para o seu centro. Já a crise econômica é perversa com os trabalhadores, os empreendedores em geral e arrasta o País para uma situação com indicadores negativos em todos os setores da economia, sem que saibamos quando virá a recuperação”, destaca Júlio.
Júlio avisa que enquanto a crise política fica restrita a Brasília, a econômica já chegou nas cidades em forma de desemprego e de falta de perspectivas para os trabalhadores. Júlio lamenta essa situação e aponta o quadro de dificuldades que também as prefeituras enfrentam no dia a dia para manter programas mínimos que asseguram qualidade de vida para o cidadão.
“Tudo isso que vemos aqui no interior de Goiás e no restante do Brasil parece não ser sentido no Palácio do Planalto, que parece viver numa bolha que o deixa muito longe dessa realidade de dificuldades e de desemprego em marcha”, avisa. “Enfim, chegou a hora. Não será a primeira vez que o País enfrenta a saída de um presidente. Talvez não será a última. Nossas instituições estão fortalecidas e sairão ainda mais fortalecidas desse episódio. Vivemos um momento histórico que precisa ser encarado de frente. O fato é que temos que pensar muito além das nossas pretensões políticas para salvar o Brasil de uma situação ainda pior”, finalizou Júlio.
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