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NIQUELÂNDIA

Infarto mata PM investigado por homicídio


Publicado em 29 Novembro 2015

Euclides Oliveira

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O PM Edson Vitalino de Santana, de 41 anos, morreu na quarta-feira (25) em Colinas do Sul, após sofrer um infarto fulminante no intervalo de uma ´pelada´ de futebol entre amigos na cidade. Cabo Vitalino, como era mais conhecido o PM, chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal de Colinas do Sul, mas não resistiu. No velório na casa da família no Bairro Soares, em Niquelândia - que prosseguiu até às 5 horas da madrugada de quinta-feira (26), quando o corpo foi transportado para o sepultamento em Uruaçu - um colega de farda contou, ao DN, que Vitalino sofria de hipertensão ("pressão alta"). O policial tomava três comprimidos por dia para o controle dos sintomas. No dia da sua morte, Vitalino  havia sido medicado no hospital de Colinas após ter sua pressão aferida em 16 por 11. "Ele foi orientado a fazer repouso, mas não deu importância e foi jogar bola mais tarde, dizendo que a pressão dele ´era alta assim mesmo´. Saiu de campo para o revezamento entre os jogadores e sofreu o ataque quando estava agachado, amarrando o cadarço do tênis", contou o militar ao DN no velório. 

Nos últimos tempos, porém, o militar estava passando por forte turbulência em sua carreira de 22 anos na corporação após ter seu nome recentemente envolvido na morte do motociclista Mateus Ribeiro Cardoso, de 18 anos. Em circunstâncias que ainda serão esclarecidas pela Polícia Civil, o jovem foi alvejado por um tiro no peito disparado por dois PMs que estavam em serviço por volta das 00h30 do dia 26 de setembro na rodovia GO-237 (Niquelândia-Muquém). Um desses PMs era justamente o Cabo Vitalino, cujo nome foi mantido em sigilo pelo DN nos últimos 60 dias a pedido das polícias Civil e Militar, para preservar a integridade física do policial e de seus familiares; e assim, evitar qualquer tipo de represália/ameaça dos parentes do jovem morto. Depois disso, Vitalino seguiu trabalhando em Niquelândia até ser transferido para o Destacamento da PM em Colinas do Sul, cidade onde era muito elogiado por sua atuação anterior.
De acordo com o delegado Cássio Arantes do Nascimento - titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil em Niquelândia, o depoimento do PM - que poderia ou não resultar em seu indiciamento formal pela morte de Mateus - estava marcado justamente para a tarde da quinta-feira (26), praticamente no mesmo horário em que seu corpo desceria à sepultura em Uruaçu, com honras militares do 14º BPM. Ainda de acordo com o colega de farda que conversou com o DN, o quadro de hipertensão arterial de Vitalino agravou-se em função dos problemas que ele estava vivenciando nos últimos dois meses.  
 

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