Publicado em 11 Agosto 2020

Com a meta de industrializar as regiões mais vulneráveis do Estado de Goiás, retomar o crescimento da economia e a gerar emprego e renda, o governador Ronaldo Caiado assinou, no dia 28 de julho, a autorização que concede incentivos fiscais à Olfar, indústria de biocombustíveis em processo de implantação na cidade de Porangatu. A empresa é a primeira a receber incentivo diferenciado para potencializar a produção e a contratação de mão de obra nas regiões mais vulneráveis do Estado – serão cerca de 330 empregos diretos. “Não posso ter, como governador, dois Estados, um com maior renda e outro com baixa renda e sem oportunidade de emprego. Precisamos igualar e tratar da mesma forma os 7,2 milhões de goianos”, afirmou Caiado.
Com a parceria, a Olfar passa a integrar o programa do Governo de Goiás voltado para a instalação de indústrias em municípios considerados prioritários, como é o caso de Porangatu. A iniciativa atrai empresas para se instalarem nas regiões mais vulneráveis, segundo o Índice Multidimensional de Carência das Famílias Goiás (IMCF). O Norte e Nordeste goianos, além do Entorno do Distrito Federal, integram o projeto. “Esse benefício é talvez o mais competitivo do Brasil, a empresa tem uma carga tributária reduzida de 98%. Em contrapartida, gera empregos e incentiva a economia local”, declarou o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Adonídio Neto Vieira Júnior.
Desde que foi iniciada a implantação da empresa em Porangatu, a Olfar já investiu R$ 90 milhões na indústria que deve entrar em operação em setembro deste ano. E a meta é investir R$ 250 milhões em todo parque industrial. “A usina começa a funcionar ainda neste semestre. E já startamos a segunda etapa, que é a esmagadora com capacidade de 300 toneladas por dia. Essa esmagadora vai gerar, aqui na região, mais de 300 empregos [diretos e indiretos]”, declarou José Carlos Weschenfelder, presidente da Olfar.
Na primeira etapa, a indústria produzirá biodiesel e glicerina, com a geração de 80 empregos diretos. Na segunda etapa, com a implantação da esmagadora, devem ser criados outros 250 postos de trabalho, também diretos. A matéria-prima para a produção de biocombustível ainda deve movimentar a economia de Goiás. “Nós iremos usar óleo vegetal, gorduras animais e óleo recuperado e a matéria-prima será do Norte Goiano e de outras regiões do Estado”, informou o diretor da indústria Mateus Andrich.
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