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ENTRE ITAPACI E BARRO ALTO

Inaugurada linha de transmissão da Celg


Publicado em 17 Outubro 2016

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Eduardo Ferreira
Vilmar Rocha com Mário Macaco visitam as obras: linha de transmissão
Vilmar Rocha com Mário Macaco visitam as obras: linha de transmissão

O secretário de Maio Ambiente e Cidades (Secima), Vilmar Rocha, representando o governador Marconi Perillo, e o presidente da Celg Geração & Transmissão - Celg GT -, Fernando Navarrete, inauguraram na semana passada no município de Itapaci, região do Vale do São Patrício, uma linha de transmissão de energia elétrica com 69 quilômetros ligando a subestação do município à cidade de Barro Alto, na mesma região. A solenidade contou com a presença de líderes políticos e empresariais de várias c idades da região.
Em parceria com Furnas, a Celg GT investiu R$ 35 milhões na expansão da rede. Segundo Vilmar Rocha, esse é um passo importante para os investidores, porque terão uma maior disponibilidade de energia, o que é vital para quem quer instalar um empreendimento na cidade ou em outro município da região.
O secretário lembrou que uma das reclamações mais comuns que chegam à Celg e à Secima é de apagões que ocorrem em várias regiões do Estado. As subestações, como esta de Itapaci, acredita, reduzem esse risco.
Vilmar Rocha voltou a falar da privatização da Celg Distribuição - Celg D - que desde fevereiro de 2012 é controlada pela Eletrobrás. "O governo está na expectativa de que até o mês que vem consigamos sacramentar a venda da Celg D. Quem arrematar a empresa terá que investir nos próximos três anos, mais de R$ 2 bilhões. Nós não tínhamos recursos para investir. Com a privatização e os investimentos previstos, vai melhorar muito a distribuição de energia no Estado", comentou.
Fernando Navarrete também acredita que toda a região sentirá no dia-a-dia a importância dessa extensão de 69 quilômetros de linha de transmissão: "Ela aumenta a confiabilidade na distribuição de energia elétrica. Os consumidores vão notar que os picos de tensão e os desligamentos vão diminuir".
Ele citou a capacidade que as distribuidoras vão ter de entregar novas cargas: "Essa é uma região que está tolhida no seu desenvolvimento por falta dessa capacidade de nova carga de energia. A capacidade de atrair novas empresas volta para Itapaci e região".
Hoje a Celg GT tem obras em Itapaci, Barro Alto, Anápolis, Goiânia, Jataí, Itumbiara, Aparecida de Goiânia, Trindade, Firminópolis, Luziânia e em outras cidades. Em 2012 ela quase foi extinta em razão da política de preços adotada pela presidente da república da época. O preço da energia caiu e depois subiu em dobro após a reeleição da presidente Dilma Roussef. "Naquele momento - lembrou Navarrete - todas as empresas geradoras, como a nossa, perderam muito de sua capacidade de investir".
A receita da Celg GT despencou de R$ 70 milhões para R$ 10 milhões/ano. "Quase fechamos as portas. Chegamos a fazer uma reunião de diretoria para encaminhar ao governador Marconi Perillo a decisão de parar. A rigor, a empresa não tinha nem condições de continuar existindo", recordou Navarrete.
A decisão do governador Marconi Perillo foi acreditar na empresa. "E ele tinha razão. Quatro anos depois estamos inaugurando obras sem parar, em várias regiões. Temos que reconhecer de público a importância do governador Marconi Perillo e do secretário Vilmar Rocha pela situação em que nos encontramos hoje", salientou. Hoje o governo de Goiás está incentivando a geração de energias renováveis. No âmbito da Celg GT há um projeto pioneiro no Brasil de instalar cinco usinas fotovoltaicas no Estado. 

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