Publicado em 04 Outubro 2020
Jaldene Nunes
Com ao menos 4 prefeitos que já repetiram mandatos (Otavinho, o único consecutivamente; Helio de Sousa, Gilberto Naves e Jalles Fontoura, esses alternadamente) e sem os "caciques" da política municipal --ficaram de fora das eleições deste ano o atual prefeito, Renato de Castro, alijado pelo próprio partido, o MDB, e os ex-prefeitos Otavinho e Jalles, por opção --, Goianésia terá prefeito inédito, a partir de 2021, a julgar pelos nomes registrados no cartório eleitoral.
Nenhum dos cinco candidatos a prefeito -- Pedro Gonçalves (MDB), Leozão (DEM), Emerson Auto Vip (PP), Carlos do Itapuã (PT) e Toquinho (PCdoB)-- já sentou na cadeira de prefeito da cidade ou exerceu qualquer mandato eletivo. Entre os candidatos a vice-prefeito, apenas Cabo Jota Carlos (PP), integrante da chapa de Emerson, é vereador na atual legislatura. Vice-presidente da Câmara Municipal e, por isso, o 3º na linha sucessória do Executivo local, viu de longe a possibilidade de ocupar o Paço Municipal --oportunidade, aliás, que nem mesmo o atual vice-prefeito, Carlos Gomes (DEM), rompido com Renato, sequer visualizou na atual gestão.
É a 1ª vez, também, desde 1982 -- já há quase 40 anos --, que Goianésia tem mais de duas candidaturas a prefeito na eleição municipal. Naquele ano, concorreram Rubens Otoni, eleito; Gilberto Naves e João Martins. Anteriormente a essa, igualmente, nenhuma disputa pela prefeitura local teve mais de duas candidaturas. Teve delas, aliás, com apenas uma.
De 1982 para cá os candidatos a prefeito de Goianésia foram, em 1988, Helio de Sousa (então no PFL), eleito, e Gilberto Naves (PMDB, hoje MDB); em 1992, Gilberto Naves, eleito, e Luciano Leão (PFL); em1996, Helio de Sousa, eleito, e Giovani Gonçalves (PMDB) -- pai do atual candidato do MDB, Pedro Gonçalves --; em 2000, Otavinho (PSDB), eleito, e Mara Naves (PMDB); em 2004, Otavinho (PSDB), reeleito, e de novo Mara (PMDB); em 2008, Gilberto Naves (PDMB), eleito, e Ronaldo Peixoto (PSDB); em 2012, Jalles (PSDB), eleito, e Gilberto (PMDB); e, em 2016, Renato (PMDB), eleito, e Jalles.
Historicamente, em Goianésia, o hoje MDB fez oposição ao PFL e, depois, ao PSDB. Ou foi o contrário. Mas, neste ano, as duas legendas -- MDB e PSDB -- estão unidas, em uma estratégia que tirou do páreo Renato de Castro, acusado de traição ao partido quando apoiou, em 2018, Ronaldo Caiado (DEM) para governador, em detrimento da candidatura do partido, de Daniel Vilela. Unidos, o MDB lançou candidato a prefeito Pedro Gonçalves, com o Delegado Marco Antônio, do PSDB, vice.
CÂMARA MUNICIPAL
Goianésia conta este ano com 226 candidatos a vereadores, que concorrem a 15 cadeiras no Poder Legislativo local. Na eleição de 2016, foram 146 candidatos à Câmara Municipal, crescimento de 64,6% nesse período. A concorrência neste ano é de 15 candidatos para cada vaga na Casa de Leis.
Dos atuais 15 vereadores, 13 buscam renovar o mandato: Cláudio Ocozias (DEM);Baiano, Heverton Fonseca, Mauricinho e Moisés Lino (os quatro pelo PSDB); Divino do Jonas, Dr. Marcos Vinícius, Edvam da Costa, Fábio da Enigma, Jefferson do Hospital Municipal, Marcos Pernambuco, Múcio Santana e Salete Carrilho (todos pelo MDB). Os únicos que não concorrem a um novo mandato sãoTemal Carrilho (PSDB), que, depois de três legislaturas consecutivas na câmara, optou por lançar o primo, Pablo Carrilho (PSDB), e Cabo Jota Carlos, candidato a vice-prefeito de Emerson Auto Vip.
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