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GOIÂNIA

Especialistas debatem estratégias de campanha

Iniciativa do empresário Paulo Rodrigues, o Paulinho da EPP


Publicado em 08 Novembro 2015

João Carvalho

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Elimar
Paulinho, Júnior Friboi e o advogado Dalmy de Faria: profissionalismo
Paulinho, Júnior Friboi e o advogado Dalmy de Faria: profissionalismo
Campanha eleitoral não é ambiente para amadores. A afirmação é do empresário Paulo Rodrigues, o Paulinho da EPP. E para ajudar candidatos a prefeito ou a vereador que ainda têm dúvidas sobre a seriedade de se profissionalizar uma campanha, a EPP Pesquisa e Consultoria realizou o VI Congresso de Marketing Político e Estratégias Eleitorais no dia 28 de outubro, evento que foi um sucesso de público e de participação de especialistas nas áreas jurídica, de realização de pesquisas, de construção de imagens, de preparação para prestação de contas e outros temas igualmente importantes para quem deseja se eleger. 
O evento que contou com as presenças ilustres de Júnior Friboi e do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Anselmo Pereira, além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas, foi realizado na sede da Associação Goiana dos Magistrados (Asmego), localizada no Jardim Goiás, em Goiânia.  
Segundo Paulinho, em entrevista para o Diário do Norte, profissionalizar uma campanha é condição essencial para o sucesso de uma candidatura. Quem insistir em apostar apenas na sua intuição pode se dar mal, gastar muito dinheiro e perder as eleições. "É preciso capacitar e abrir a cabeça do candidato para ele entender os métodos mais modernos de se fazer campanha. E esse evento de hoje serve justamente para isso", disse Paulinho. 
Com experiência de sobra na realização de pesquisas eleitorais, Paulinho diz que toda época é época de fazer pesquisa. Quem não fez nenhum levantamento até agora, faltando mais de oito meses para o início da campanha, conforme o dono da EPP Pesquisas, já está perdendo. Agora, explica o empresário, é o momento de se avaliar o sentimento que o eleitor tem em relação ao possível candidato. "É preciso medir tendências e detectar sentimentos para se conduzir a campanha. Esses dois sentimentos são essenciais. E essa avaliação pode ser feita agora. No ano que vem também entram as pesquisas para medir a intenção de voto", explica. 
E Paulinho também dá outra dica: é preciso utilizar as redes sociais com profissionalismo. Segundo o empresário, a internet é uma ferramenta importante que deve ser utilizada e que não pode ser desprezada, mas esse trabalho é também para profissionais.  
 
ESPECIALISTA 
Com formação em Filosofia e Comunicação Social, o professor universitário Jorge Lima confirma as informações de Paulinho e destaca que nos dias de hoje é impossível viver sem fazer pesquisa. "As pessoas estão sempre pesquisando. Vão comprar no mercado e fazem pesquisa. Vão comprar um carro e é a mesma coisa. Não pode ser diferente no ambiente de uma campanha eleitoral", diz ele, que fez palestra no evento para falar sobre a importância das pesquisas numa campanha eleitoral. 
"É muito difícil você se eleger vereador ou prefeito sem pesquisa. Sem pesquisa o dispêndio financeiro é muito maior. E ainda há o risco de uma derrota. A pesquisa serve para medir intenção de voto e possibilidade até do candidato disputar as eleições", avisa o professor, que também destaca que as pesquisas servem para definir estratégias durante um processo de campanha. 
O professor lembra que em Goiás há um político que usa as pesquisas de forma profissional e tem se dado bem em todas as eleições. Trata-se do governador Marconi Perillo que, segundo Jorge de Lima, foi o primeiro político a fazer pesquisas de forma profissional junto ao eleitorado. 
 
RESULTADOS POSITIVOS 
Jornalista, radialista, sociólogo e administrador. São quatro as formações universitárias de Carlos Manhanell, que palestrou no evento da EPP para falar sobre a montagem de uma campanha. Manhanell falou com exclusividade para o Diário do Norte e disse que numa campanha mal sucedida pode ocorrer o que ocorreu com o Titanic, que afundou após colidir com um iceberg. Ele explica que o postulante a um cargo precisa avaliar o seu tempo e espaço durante a campanha para evitar o ´naufrágio´. "O Titanic bateu no iceberg porque não teve tempo e espaço para evitar a colisão. Numa campanha isso pode ocorrer", diz, para recomendar planejamento de todos os momentos.  
Mesmo se preparando antecipadamente e de forma profissional, o candidato pode não reunir as qualidades que a população quer. E isso só é possível ser apurado com pesquisa, recomenda Carlos, para destacar que uma campanha tem que começar bem cedo para se evitar certos problemas ou para solucioná-los.  
Manhanell também falou sobre as mais recentes mudanças na legislação eleitoral que, segundo ele, só beneficiaram quem está no poder. "Quem tem mandato faz campanha durante quatro anos. Quem vai postular um mandato agora tem apenas 45 dias para se apresentar", lembrou. 
Sobre as redes sociais, ele destacou que todos podem usar essas ferramentas, mas somente quem souber usar com uma boa dose de humor poderá conquistar novos eleitores.  
O evento da EPP também teve palestras sobre questões jurídicas e de contabilidade, com informações sobre essas duas áreas que geralmente deixam problemas para candidatos eleitos ou derrotados no pós-campanha. O diretor da Martins Contabilidade Pública, Danilo César de Castro Martins, foi o palestrante sobre contabilidade.

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