Publicado em 11 Dezembro 2016
Várias iniciativas aprovadas pelo Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, vão beneficiar setores produtivos da região. Em reunião presidida pelo ministro Helder Barbalho, na quarta-feira (7), ficou definido que o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) vai destinar mais de R$ 9,7 bilhões para investimentos empresariais em 2017. Além disso, o Fundo aumenta de 7% para 10% o repasse de recursos a cooperativas de crédito e passa a financiar operações de capital de giro destinado a gastos gerais das empresas. Também participaram da reunião do Conselho Deliberativo da Sudeco os governadores Rodrigo Rollemberg (DF), Marconi Perillo e Reinaldo Azambuja (MS).
RESUMO DO QUE FOI APROVADO:
Volume de recursos - A programação financeira do FCO para 2017 vai destinar à região o maior volume de recursos já disponível para investimentos: R$ 9,7 bilhões. Neste ano, o FCO movimentou R$ 3,1 bilhões até outubro. Mais de R$ 2,4 bilhões foram contratados por pequenos investidores, o equivalente a 78% dos recursos. Como as operações também beneficiam empresas de médio e maior porte, as novas regras aumentam de R$ 20 para R$ 30 milhões o valor limite para financiamentos.
Cooperativas de crédito - Uma das principais mudanças celebradas pelo setor produtivo aumenta de 7% para 10% o repasse de recursos pelo Banco do Brasil, operador do crédito, a cooperativas. O objetivo é ampliar ainda mais o acesso a agricultores familiares, pequenos produtores rurais, empreendedores individuais, micro e pequenas empresas - público prioritário do FCO. A medida atende a uma antiga reivindicação das cooperativas que atuam na região, como Sicredi, GO Fomento, Bancoob e MT Fomento, dentre outras. Essas instituições poderão movimentar cerca de R$ 1 bilhão em investimentos do Fundo em 2017.
Capital de giro - A partir de agora, as empresas também poderão tomar recursos do FCO para capital de giro destinado a gastos gerais e administrativos como aluguel, folha de pagamento, quitação de tributos, despesas com água, energia e telefone. Até então esses investimentos limitavam-se à aquisição de insumos, matéria-prima e formação de estoque. Além disso, o benefício que favorecia somente empreendedores de pequeno porte, agora passa a contemplar médias e grandes empresas. As medidas representam condições estratégicas para garantir a sustentabilidade de empreendimentos.
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