Publicado em 14 Maio 2025
Da Redação
Com o anúncio de que o trecho que compreende de Anápolis até Aliança do Tocantins (TO) via BR-153 será duplicado, dezenas de pequenos empreendedores que mantêm seus comércios próximo as faixas de domínio da Rodovia Federal, especialmente de Rianápolis até Jardim Paulista, município de Nova Glória, estão apreensivos com a iminente remoção de seus comércios por parte da Ecovias do Araguaia, empresa que administra o trecho. Ouvidos pela Reportagem do Diário do Norte, alguns comerciantes alegam que já receberam algum tipo de notificação pedindo a remoção do local.
“Ainda não temos certeza de nada. Mas é fato que essa duplicação vai sair. O problema é que muitos desses comerciantes estão aqui há mais de 30 anos. O que esperamos é uma saída que não haja prejuízo e que os órgão competentes possam trazer uma solução para todos nós, que temos comércio aqui”, diz um empreendedor. Outros comerciantes esperam receber uma indenização para deixar o local. “Não é justo tirar a gente daqui sem receber nada, afinal, tiramos o sustento de nossas famílias daqui”, dizem.
Segundo moradores e comerciantes dessas áreas ao longo da rodovia, profissionais já estão fazendo o levantamento, incluindo medições para a construção de uma nova ponte sob o Rio das Almas no Jardim Paulista, na divisa com o município de Rialma. Por enquanto, os comerciantes ainda não foram alertados sobre o início das obras, mas todos acreditam que, quando começarem, terão que remover seus comércios que estão próximos da BR.
Lembrando que a legislação proíbe a ocupação dessas áreas próximas a rodovia. Quando isso ocorre, é necessário uma autorização dos órgãos competentes, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). E, embora nenhum desses comerciantes tenham licença para trabalhar às margens da rodovia, eles acreditam que têm direito a alguma indenização e a disponibilização de um novo espaço para trabalhar.
O fato é que os comerciantes, em sua maioria estão desesperados com a possibilidade de deixar o local. Mas todos eles sabem que estão irregulares. “O que pedimos é um pouco de sensibilidade e alguém que olhe para esse povo. São todos trabalhadores e honestos. Eu sei que o governo vai achar uma saída para esse problema que se aproxima a cada dia”, diz um comerciante.
O poder público de Nova Glória tem buscado uma saída onde todos possam sair ganhando. O vereador Elias tem buscado diálogo com a concessionária, “mas a tarefa não tem sido fácil”, diz. “A gente fala com eles, mas dizem que quem resolve é o superior, e esse nunca aparece. O prefeito tem tentado várias tratativas com a empresa. Está incumbido disso e buscando uma solução”, acrescentou.
Ainda de acordo com o vereador, uma das saídas seria a aquisição de um terreno para acomodar os comerciantes. Mas o fato é que ainda não há nada de concreto. Enquanto isso, apreensão é o que os empreendedores mais sentem neste momento.
A previsão é que a duplicação da BR-153, possa iniciar no começo do próximo ano, o que aumenta a pressão sob os comerciantes. São vendedores de alumínio, lanchonetes, restaurantes, vendedores de melancia e outros.
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