Publicado em 19 Fevereiro 2018
Pedro Gomes
Combater o Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, exige das equipes de saúde cada vez mais esforços e também a utilização de métodos e de equipamentos modernos. Em Porangatu a Gerência de Endemias está adotando até o uso de drone para identificar criadouros do mosquito em locais de difícil acesso, como calhas, lajes, caixas d'água localizadas em edificações altas, principalmente nas que existem no Centro Comercial, estruturas antigas e que nem sempre são submetidas a manutenções periódicas recomendadas.
De acordo com o gerente de endemias, Márcio Arruda, sem o uso deste recurso, o drone, muitos focos do mosquito não estavam sendo localizados. "Este é mais um meio que encontramos para localizar os focos do Aedes. O trabalho de combate a endemias hoje é concentrado na missão de encontrar e eliminar os focos, pois aquela antiga prática de utilizar veneno já está mais que comprovada que não funciona, pois só elimina apenas os mosquitos adultos, enquanto que os ovos, as larvas, e as pulpas permanecem vivos", disse Márcio Arruda.
E para manter a situação controlada, o município de Porangatu, por meio da Secretaria de Saúde e em parceria com outras secretarias, está realizando desde o mês de janeiro um trabalho intenso sob o regime de mutirão em todos os bairros da cidade. Para isso, trabalhadores diaristas foram contatados a fim de reforçar a equipe imbuída na missão de recolher o lixo de risco de quintais em residências e ainda de terrenos baldios. Equipes trabalham também na roçagem do mato alto. De acordo com a Gerência de Endemias de Porangatu, o volume intenso de chuva dos últimos dias associado aos maus hábitos de uma considerável parcela da comunidade têm influenciado de forma significativa no aumento de focos do mosquito Aedes.
O gerente de endemias falou que tudo que é possível fazer para evitar a proliferação do Aedes em Porangatu está sendo feito e nesse sentido o prefeito Pedro Fernandes tem dado total apoio à equipe. Através de uma autorização concedida pelo Ministério Público mediante ofício e com o auxílio de um chaveiro, os agentes de endemias estão tendo acesso a imóveis abandonados e trancados que oferecem risco.
Conforme relatório das atividades de Combate a Endemias, de setembro a dezembro do ano passado foram realizadas mais de 65 mil visitas a imóveis da cidade. Neste período também aconteceram quatro etapas da campanha "Goiás contra o Aedes". As pesquisas ocorreram em 164 pontos estratégicos; foram procedidas 330 vistorias para eliminação de focos do mosquito; 214 caixas d'água que apresentavam problemas foram vedadas com telinhas; dois povoados também receberam visitas da equipe de endemias; foram realizados 36 bloqueios químicos; aconteceram 65 manejos biológicos (solturas de peixes em cisternas); e ministradas 104 palestras educativas em locais diversos.
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