Publicado em 13 Novembro 2016
Juvenal Junior
A Câmara Municipal de Ceres deve votar nas próximas semanas o projeto de lei que reajusta os salários dos agentes políticos dos Poderes Executivo, Legislativo e dos secretários. Antes mesmo de ser votada, a matéria já vem causando desconforto para os parlamentares, tendo em vista que vários comentários nas redes sociais posicionam contra o aumento salarial. Mas de acordo com o presidente Jairo José Teodoro, o que está sendo votado não é aumento salarial, mas sim, apenas o reajuste de acordo com o índice IPCA relativo aos últimos quatro anos. "Nesse período, ou seja, de 2013 a 2016 não houve sequer um centavo de reajuste nos salários dos agentes públicos", diz.
Segundo o presidente, o último aumento salarial ocorreu em 2012, através do Autógrafo de lei número 018/2012, que tinha como presidente a vereadora Telma de Paula, primeira secretária Ivania Maria Barreto Ayres e Roberto Liberato como segundo secretário. "A atual legislatura trabalhou os quatro anos com esses vencimentos. O reajuste que se propõe para a próxima legislatura (2017 a 2020) é simplesmente a reposição salarial conforme o índice IPCA, que é calculado nessas questões", diz Jairo.
O projeto que está na pauta de votação desde maio deste ano sofreu uma emenda modificativa do vereador Reiller Seabra, que prevê a utilização do índice acumulativo do ano anterior com data-base no mês de janeiro de cada ano para calcular o reajuste salarial dos agentes políticos. Ainda de acordo com Jairo Teodoro, ele sempre defendeu os sindicatos e sociedades classistas com salários justos. "Em Ceres, é aplicado os menores salários de toda região do Vale São Patrício para todos os agentes públicos, incluindo vereador e secretários", disse.
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