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Demóstenes quer retomar Celg

Procurador de Justiça avisa que contrato com a Enel previa investimentos de R$ 3 bilhões em três anos o que não ainda não foi feito, segundo Demóstenes Torres. Concessão pode ser retomada


Publicado em 01 Outubro 2018

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Divulgação
Demóstenes Torres afirma que Enel pode perder a concessão da Celg por falta de investimentos no Estado
Demóstenes Torres afirma que Enel pode perder a concessão da Celg por falta de investimentos no Estado

O procurador de Justiça Demóstenes Torres é, agora, candidato a deputado federal e movimenta a campanha com propostas inovadoras. Uma delas — aliás, um pacote delas — trata de energia elétrica. Ao Diário do Norte, Demóstenes detalha a mais polêmica, que é o Estado de Goiás retomar o serviço: “A Celg precisa voltar não porque era boa, mas porque sua sucessora [a italiana Enel] consegue ser ainda pior”.
Segundo Demóstenes, o contrato de privatização da Celg prevê investimentos de R$ 3 bilhões em três anos: “Já está terminando o segundo ano e quanto eles [a Enel] investiu no Norte de Goiás e no Vale do São Patrício? Nada. Quanto no Nordeste goiano? Nada. Não investiu em lugar nenhum. Mal e porcamente faz manutenção”.
Caso não aplique os 3 bi, a multinacional deve perder a concessão: “Quem a comprou traiu o povo goiano”.
Outra novidade na área é descontar um dia no talão a cada vez que faltar energia na cidade. “Pode perguntar a qualquer pessoa de Minaçu, Porangatu, Mara Rosa, Uruaçu, Niquelândia quantas vezes no dia falta luz no Norte. Pergunte em Goianésia, Jaraguá, Ceres, Rubiataba... Pergunte... Essas quedas de energia fazem o produtor perder leite, a confecção para as máquinas, queima o computador do escritório, a TV, a máquina de lavar, o celular que está carregando. E a empresa nem aí pro consumidor. Se atingir o cofre dela, vai aparecer solução”. Pelo projeto de Demóstenes, se “faltar luz 15 vezes no mês, mesmo que apenas por poucos instantes, bastará pagar metade da conta. Se faltarem 30 vezes, não paga nada”.
Seu pacote de projetos inclui ainda o fim da taxa de religação e só interromper o fornecimento após três meses de atraso: “Taxa de religação é um absurdo. O consumidor é duplamente vítima, pois fica sem energia e ainda tem de pagar mais pela religação que pelo consumo”. E encerra com frase forte: “A pior empresa de energia do Brasil não tem nem moral para cortar a luz da sua casa”. A Enel, realmente, ficou em último lugar em levantamento do governo federal entre as concessionárias de energia de todo o País.

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