Publicado em 23 Julho 2018
Juvenal Junior

Em Pilar de Goiás quase não há família que não tenha alguém que trabalha ou trabalhou na mineração. Desde o século XVII a economia da região depende daquilo que vem de debaixo da terra, o ouro, minério de maior importância para economia local. Atualmente, a cidade tem cerca de 2,7 mil habitantes que dependem economicamente da Mineradora LeaGold (empresa que adquiriu recentemente a companhia canadense Brio Gold). Mais da metade da arrecadação do município vem da mineradora.
Em maio de 2018 a empresa anunciou, depois de quatro meses de negociação, a venda de suas ações para Leagold Mining Corporation que assumiu os ativos da Brio Gold Inc. Pela negociação realizada, a Yamana, que detinha 53,6% da Brio Gold, passa a deter cerca de 22% da Leagold. Com a chegada da nova mineradora, logo o município começou a sentir os efeitos da política da empresa, como a redução da produção de ouro, corte de gastos de pessoal, demissões, fim de contratos com empresas terceirizadas, gerando assim efeito em cascata, afetando o comércio local e as contas públicas devido a paralisação da atividade econômica de empresas (Toniolo Busnello, Sevitec) que prestavam serviço para a Brio Gold.
Mensalmente, o município deixa de arrecadar R$ 250 mil que vinham de impostos sobre serviços de qualquer natureza (ISSQN) gerados pelas empresas terceirizadas. Segundo o prefeito Sávio Soares, a prefeitura está reduzindo gastos para não demitir funcionários e também para manter os programais sociais - Bolsa Auxílio Solidário e Bolsa Universitário - que atendem famílias de baixa renda. "Acredito que esta crise é temporária. A Mineradora LeaGold entrou reduzindo gastos, em ritmo de contenção de despesas, dispensando funcionários, além de cancelar contratos de empresas como Servitec e Toniolo Busnello. Isso impactou na arrecadação municipal, gerando desemprego e reduzindo a atividade economica", comentou o chefe do executivo.
Sávio Soares também disse que a prefeitura de Pilar de Goiás vem construindo alternativas para outros setores da economia, como por exemplo investindo em obras de infraestrutura. Foram construídas 14 pontes de concreto, buscando o fortalecimento do escoamento da produção agrícola e desenvolvendo ainda mais a pecuária.
"A atividade mineradora é de alto impacto ambiental e social. Estamos nos preparando para quando o minério de ouro acabar, levando mais obras para o homem do campo e da zona urbana, garantindo educação de qualidade, programas sociais e saúde para todos. O fechamento da mineradora representaria uma grave crise para toda a região, principalmente para municípios como Itapaci que recebem boa parte dos quadros de funcionários da mineradora", disse o prefeito Sávio Soares.
Com informações assessoria de comunicação
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