Publicado em 13 Fevereiro 2016
Pedro Gomes
O corpo de um homem ainda não identificado pela Polícia Civil foi encontrado no leito do Rio do Ouro a cerca de um quilômetro da ponte sobre a BR-153 entre Porangatu e Santa Tereza de Goiás. A vítima, um homem moreno, foi encontrada por um grupo de pescadores por volta das 4 horas da madrugada de sexta-feira (12). O corpo já estava em avançado estado de decomposição e exalava mau cheiro.
A equipe do Sargento Lindomar, auxiliado pelo Cabo Mesquita (PM) e a equipe do Corpo de Bombeiros, Sargento Luiz e Soldado Willians, foram as primeiras a chegar ao local. Agentes do IML - Instituto Médico Legal e o delegado Mário Morais, da Delegacia Municipal de Porangatu, também trabalharam na ocorrência.
A vítima usava uma camiseta e um short, estava com os pés e as mãos amarradas e também havia sido amordaçada. Pelo estado em que o corpo foi encontrado, boiando sobre o rio, os agentes do IML - e soldados do Corpo de Bombeiros acreditam que o homem tenha sido jogado da ponte dentro do rio ainda vivo.
O pescador Delsair Alves dos Santos, de 43 anos, explicou que ele, um filho de 20 anos e um amigo retornavam da pescaria e se depararam com o corpo da vítima sobre as águas. O delegado Mário Morais de Lemos disse que o corpo pode ser de um rapaz que estaria desaparecido desde domingo.
Ainda na tarde de sexta-feira, familiares foram à funerária e reconheceram o corpo como sendo de Tiago Alves Teixeira, de 25 anos. No entanto, somente o exame cadavérico realizado pelo Instituto Médico Legal poderá constar com exatidão a identidade da vítima.
De acordo com o delegado Mário Morais de Lemos, titular da Delegacia Municipal de Porangatu, uma ocorrência por desaparecimento havia sido registrada pela família de Tiago Alves Teixeira. Também segundo o delegado, o rapaz desaparecido era usuário de drogas e tinha 12 passagens pela polícia no Estado de Goiás, por furto, tráfico e associação ao tráfico de drogas em Aparecida de Goiânia e ainda receptação. Em Porangatu, a vítima também já teria sido presa diversas vezes, foi o que informou o delegado, ressaltando que a maioria das ocorrências registradas seria por furto a estabelecimentos comerciais e a residências.
Durante entrevista ao Jornal Diário do Norte, o delegado Mário de Lemos disse que a Polícia Civil trabalha com duas linhas fortes de investigação: a primeira se trata de acerto de contas relacionado a drogas e a segunda hipótese seria um crime cometido em razão de desentendimento familiar.
O delegado disse que não poderia adiantar muitas informações a respeito do caso porque ele ainda não tinha tido acesso ao laudo do médico legista e explicou que a partir de segunda-feira (15) iria iniciar uma série de depoimentos com aproximadamente 15 a 20 pessoas que conviveram com Tiago e que tentará refazer os últimos passos da vítima na tentativa de desvendar o crime e assim chegar ao autor ou aos autores do assassinato.
O inquérito já foi instaurado e as diligências também já tiveram início, porém o delegado Mário não arriscou fazer uma previsão de quanto tempo será necessário para que ele possa concluir as investigações.
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