Publicado em 01 Julho 2007
Euclides Oliveira – Niquelândia
euclides oliveira

Juiz Rinaldo Barros lê a sentença: 14 anos de reclusão por morte
O juiz da Comarca de Niquelândia, Rinaldo Aparecido Barros, em julgamento realizado entre a manhã e a tarde de quarta-feira (27), condenou o comerciante João Batista, de 57 anos, a uma pena de 14 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de sua então companheira, Leni Pereira Dutra, ocorrido em 12 de novembro de 2001, numa residência do Jardim Maracanã.
De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor Bernardo Boclin Borges, do Ministério Público (MP), em março de 2005, com base no inquérito policial, João e Leni viveram juntos por cerca de 20 anos. Meses antes do crime, o comerciante passou a ter ciúme de Leni, tendo inclusive tentado matá-la, numa primeira oportunidade, sem êxito. No dia dos fatos, aproveitando-se que estava sozinho com Leni, o comerciante pegou um cinto que era usado para amarrar o cachorro que vigiava a casa de ambos e enforcou Leni, que acabou morrendo por asfixia. Essa é a segunda condenação sofrida por João no mesmo processo. Em 3 de abril do ano passado, o Conselho de Sentença acatou a tese da defesa, de forma que o magistrado condenou João a 12 anos de prisão, por homicídio privilegiado (quando o crime é praticado sob violenta emoção). O MP recorreu da sentença proferida em 2006 e o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou a realização de um novo julgamento. Desta vez, os jurados acabaram acatando a tese do promotor e deliberaram pela condenação de João por homicídio duplamente qualificado, apesar das alegações feitas pelo advogado Mildo Ferreira Rodrigues. O comerciante, que morava em Figueirópolis (TO) quando de sua prisão, há dois anos e quatro meses, encontrava-se preso desde então numa cela do Centro de Inserção Social (CIS), no Setor Santa Efigênia. O réu foi levado de volta ao presídio ao final do julgamento, para o cumprimento de sua pena.