Publicado em 06 Março 2021
O novo decreto publicado pelo Poder Executivo de Porangatu na quarta-feira (3) apresentou regras mais rígidas para o comércio local e implantou para os próximos 14 dias toque de colher noturno das 22 às 5 horas.
Embora os estabelecimentos que pertencem à classe considerada não essencial possam continuar funcionando das 7 às 18 horas, as restrições passaram a ser mais duras quanto às medidas restritivas que dizem respeito ao enfrentamento da pandemia provocada pela Covid-19.
Durante a vigência do Decreto Municipal de número 365/2021, bares, pitdogs, restaurantes, pizzarias, lanchonetes, sorveterias, e congêneres só poderão funcionar nos sistemas delivery e drive-thru e no máximo até às 22 horas. As farmácias, panificadoras, sacolões, frutarias, distribuidoras de bebidas, supermercados e açougues estão permitidos funcionar todos os dias, das 5 às 22 horas. Já a Feira Coberta funcionará aos sábados e domingos com apenas 50% da capacidade em sistema driver thru e ou delivery. As feiras semanais ficam restritas apenas ao atendimento no sistema drive thru.
Os salões de beleza só poderão agendar dois clientes por horário; leilões podem funcionar com até 10 % da capacidade; igrejas 30 % e somente serão permitidas atividades aos domingos; nos hotéis o limite de ocupação é de 30 % da capacidade.
Permanecem suspensas todas as atividades relacionadas a clubes, quadras de esporte, ginásios, casas de eventos, qualquer tipo de atividades esportivas individuais ou coletivas, realização de festas e eventos em chácaras, fazendas e residências. Da mesma forma, fica proibido o uso de cadeiras e mesas nos estabelecimentos comerciais do município. As aulas presenciais nas redes pública e particular também foram suspensas.
De acordo com a prefeita Vanuza Valadares, o Decreto Municipal foi elaborado com o objetivo de resguardar a vida da população, levando também em consideração as necessidades financeiras das empresas. Ela lembrou que ao contrário de Porangatu, muitos municípios tomaram a decisão de fechar praticamente tudo e deixou claro que é necessário que os moradores façam a sua parte, a fim de que as medidas surtam efeitos positivos, pois em caso de agravamento da situação serão necessárias medidas mais duras.
O presidente da ACIAP - Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Porangatu, Fernando Pessoa, disse que os comerciantes desde o início da pandemia têm feito a sua parte, obedecendo as medidas restritivas e devido a todos esses cuidados o setor comercial não tem tido participação no agravamento da situação. Fernando Pessoa reforçou que o fechamento do comércio não é a solução para este problema.
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