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MARA ROSA

Câmara cassa mandato de Elvino

Investigação da câmara indicou improbidade na gestão de recursos e atraso no repasse de duodécimo


Publicado em 13 Fevereiro 2016

Pedro Gomes

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Pedro Gomes
Na presença dos membros da CP, de vereadores e da comunidade Elvino Furtado se defende das acusações
Na presença dos membros da CP, de vereadores e da comunidade Elvino Furtado se defende das acusações

A Câmara Municipal de Mara Rosa cassou na quinta-feira (4) o mandato do prefeito Elvino Coelho Furtado, eleito pelo PMDB e agora no PSD. Comissão Processante (CP), aprovada pelos vereadores no dia 9 de novembro de 2015, concluiu que Elvino cometeu improbidade administrativa ao desviar, segundo a CP, R$ 130 mil, dinheiro captado da folha de pagamento dos servidores, destinado a pagamento de parcelas de empréstimo consignado junto à Caixa Econômica Federal.
Outra acusação apontada pela CP é que Elvino Furtado não estaria cumprindo com a legislação que determina o pagamento do duodécimo da Câmara Municipal de forma integral até o dia 20 de cada mês, ferindo assim, conforme a denúncia, dispositivo legal previsto na Lei Orgânica do Município e ainda a Constituição Federal.
O atraso nas parcelas dos empréstimos consignados, de acordo com a Câmara Municipal, causou prejuízo ao município de uma importância de quase R$ 110 mil reais, despesa que seria evitada caso o gestor tivesse cumprido com a obrigação de competência do município que era repassar os valores recolhidos nas datas de vencimentos, sempre de acordo com a CP.
A reunião que selou o destino do prefeito Elvino começou por volta das oito da manhã. Depois de quase nove horas de debate, em decisão inédita no município, Elvino teve o mandato cassado por seis votos a favor e três contra. No final da tarde a Câmara Municipal já se preparava para dar posse ao vice-prefeito Flávio Batista de Souza, o que ocorreu.
Elvino disse que foi tratado com injustiça e que recorreria da decisão. O advogado dele, Tiago Custódio dos Santos, disse que entraria com mandado de segurança na comarca local na tentativa conseguir a nulidade do processo de cassação aprovado pela Câmara Municipal.
O prefeito teve duas horas para se defender das acusações. Elvino Furtado assumiu em público a culpa pelos atrasos nas obrigações financeiras da prefeitura, afirmou que estaria sendo alvo de perseguição política em relação ao processo de cassação movido contra ele pela Câmara Municipal e disse que os votos dos seis vereadores favoráveis ao impeachment não poderiam mudar a decisão de todo o eleitorado do município. "Quem elege é o povo e quem tem que tirar é o povo através do voto", declarou Elvino.
O presidente da Câmara Municipal Clemingos Correia da Silva disse que os vereadores tomaram a decisão que era o desejo da maioria dos moradores de Mara Rosa. "Esse é o nosso papel e queremos aqui desejar boa sorte ao novo prefeito", disse Clemingos.

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