Publicado em 25 Abril 2016
Prestes a assumir papel de protagonista dentro do Senado Federal no impeachment da presidente Dilma Rousseff, o democrata Ronaldo Caiado não esconde o anseio de levar adiante o processo e contribuir para devolver a governabilidade ao Brasil. Na semana decisiva, quando o trâmite foi finalizado na Câmara dos Deputados e seguiu rumo ao Senado, Caiado fez questão de lembrar que o pedido de impeachment surgiu das ruas.
A constatação foi feita ao comparar o atual momento com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor (PTB), hoje senador. Para o democrata, a diferença entre os dois casos é enorme. “Em 1992 o movimento foi muito mais da classe política. Agora foi o contrário. O que fez chegar a essa situação foi uma ação popular, um movimento de rua que cresceu pelo País todo. A classe política só entrou no processo depois de mais de um ano que a população se insurgiu contra esse desgoverno. É um total exercício de cidadania”, elogiou.
O senador informou que o objetivo agora é dar o máximo de celeridade ao rito no Senado para evitar o aprofundamento da crise no Brasil. “O clima é de muita responsabilidade e, ao mesmo tempo, de fazermos um acordo de procedimentos para darmos celeridade. Vivemos um momento grave da política de total ausência do governo. O Senando não pode ficar procrastinando”, disse.
CELERIDADE
Esta semana o líder do Democratas criticou a postura do presidente da Casa, Renan Calheiros, e de parlamentares governistas, que insistiram no atraso do andamento do processo de impeachment na Casa. O senador teve uma questão de ordem em que provava o desrespeito ao regimento interno negada, atrasando a eleição da comissão especial para semana que vem.
“A Casa vai procrastinar o processo de impeachment mantendo o 'cadáver insepulto' por 30 dias? Como o Brasil verá o Senado simplesmente adiando prazos em vez de dar celeridade nessa matéria de extrema urgência e relevância para o país? Como um senador vai caminhar pelo seu estado no feriado de Tiradentes e passear com sua família no fim de semana deixando o país sem governo?", questionou Caiado.
Durante o debate, o democrata ressaltou que o prazo de 48 horas defendido pelo PT e atendido por Renan Calheiros é válido apenas para comissão permanente, o que não é o caso. “Sempre deve haver prevalência da norma especial sobre a geral. Não há argumento na norma para atrasar o processo e deixar o país sem rumo”, defendeu.
RESPEITO À CONSTITUIÇÃO
Caiado foi indicado na última terça-feira (19/4) como integrante titular da Comissão Especial do Impeachment que vai julgar o processo contra a presidente Dilma Rousseff no Senado. O nome foi encaminhado pelo bloco da oposição, que preferiu adiantar a indicação.
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