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Caiado defende reforma tributária

Governador antecipou que País precisa de uma reforma completa e rechaçou o fatiamento da proposta


Publicado em 16 Fevereiro 2020

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Divulgação
Juvenal Júnior, do Diário do Norte, ao lado do governador Ronaldo Caiado durante entrevista em Goiânia
Juvenal Júnior, do Diário do Norte, ao lado do governador Ronaldo Caiado durante entrevista em Goiânia

Durante mais uma prestação de contas de suas ações a frente do Governo do Estado, o governador Ronaldo Caiado concebeu, na sexta-feira (14) entrevista na Rádio Brasil Central (RBC) com reprodução ao vivo por 25 emissoras de rádios de todo o Estado. Na oportunidade, Caiado respondeu perguntas de vários jornalistas e veículos de comunicação. Representando o Jornal Diário do Norte, o jornalista Juvenal Junior, da sucursal de Ceres, fez parte da bancada. Por mais de uma hora, Caiado detalhou os principais assuntos que movimentaram a economia, segurança pública, investimentos, infraestrutura e outras áreas.
Antes de começar a responder as perguntas, Caiado fez questão de destacar que o objetivo da entrevista é prestar contas à população das ações governamentais, através das ondas das rádios da Agência Brasil Central. "Estamos buscando ser o mais transparente possível, não porque somos obrigados, mas por respeito ao cidadão que nos confiou para fazer as mudanças que o Estado tanto necessita", disse.
O governador defendeu que o País precisa de uma reforma tributária completa, e não pode tratar a questão dos impostos "forma fatiada". Ele se referiu à proposta de redução do ICMS que incide sobre a gasolina. "O assunto fatiado não vai resolver o problema. Temos de fazer a reforma no todo", comentou a respeito do tema que tem sido recentemente foco de debate entre o governo federal e os governadores.
Conforme o governador, será necessário discutir e aprovar uma reforma tributária que encontre um "meio termo", onde a carga de impostos não pese demais para os cidadãos, ao mesmo tempo que dê condições aos Estados para que continuem pagando seus servidores em dia e tenham recursos para manter suas políticas de segurança pública, educação e saúde. Ele disse que espera que seja aprovado ainda este ano o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), o que na opinião dele, seria uma solução.
Questionado sobre a abertura do Estado para novos empreendimentos, o governador defendeu sua política de redimensionamento dos incentivos fiscais, com destaque para uma melhor distribuição regional dos empreendimentos. Do ano passado até agora, informou, as empresas assinaram 112 protocolos de intenção de investimento com a Secretaria de Indústria e Comércio e com o Governo de Goiás. Sob essa perspectiva, recentemente foram assinados 43 protocolos, beneficiando cidades do Norte Goiano (Porangatu e Rialma) e do Entorno do Distrito Federal (Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso, Alexânia, Abadiânia e Cidade Ocidental).
Caiado informou ainda que nos próximos dias vai assinar o decreto que normatiza a nova lei ambiental aprovada pela Assembleia Legislativa, a qual contribuirá para destravar o grande número de pedidos de licenças ambientais que estão atualmente na Secretaria do Meio Ambiente."Recebi o governo com mais de 20 mil pedidos de licenças ambientais na Secretaria", afirmou. Essa demora causa prejuízos ao Estado, pois muitos empreendedores desistem de investir em Goiás, ponderou. Ele citou o caso das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), consideradas ecológicas. Nessa área, afirmou, seriam R$ 10 bilhões em investimentos que poderiam ser efetuados se não fosse o entrave das licenças ambientais.
Na área de segurança pública, o governador destacou que, recentemente fez a entrega de modernas pistolas para a Polícia Militar. E adiantou que nos próximos dias entregará mais 500 armas. "Já consegui também mais 300 mil munições", acrescentou. Anunciou ainda que na próxima segunda-feira, 17, acontecerá o lançamento do programa Destrava Brasil, com a presença de autoridades nacionais. O programa visa destravar as obras federais paralisadas que existem em mais de 40 municípios goianos.
Ele falou ainda sobre a repatriação de cidadãos brasileiros da China, devido ao surto do novo coronavírus naquele país. "Anápolis, indiscutivelmente, vai ter a marca da solidariedade pelo resto da vida", salientou, se referindo ao fato de que essas pessoas estão em quarentena na Base Aérea do município.

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