Publicado em 17 Julho 2016
O advogado Walmir Oliveira da Cunha, de 37 anos, ficou gravemente ferido após uma explosão na Rua 15, na sexta-feira (15), no setor Marista, em Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele recebeu uma correspondência no escritório de advocacia e quando abriu, o produto explodiu.
O advogado teve quatro dedos da mão esquerda decepados. Vizinhos do prédio contaram que ouviram o forte estrondo. A recepção do escritório ficou totalmente destruída após a explosão.
A bióloga Patrícia Barbosa, de 30 anos, vizinha do escritório onde aconteceu a explosão, conta que teve que sair de casa junto da avó, dois sobrinhos, e sua mãe, para que o esquadrão anti-bombas vasculhasse o local. "Achei que estava muito alto para ser barulho de acidente de carro, minha mãe ainda comentou que talvez fosse um barulho de gás", diz.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e a vítima encaminhada para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo). Ainda não há informações sobre a autoria ou a motivação do crime.
RECUPERAÇÃO
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seção Goiás (OAB-GO), Lúcio Flávio de Paiva, revelou que o procedimento cirúrgico por qual passou o advogado Walmir Cunha, na madrugada de sábado (16), conseguiu recuperar apenas um dos quatro dedos perdidos por ele no final da tarde de sexta em um atentado com uma bomba que explodiu em suas mãos. O movimento de pinça da mão do advogado, segundo o presidente, foi restaurado.
“Logo que acabou a cirurgia a irmã do Walmir me ligou e contou que ele perdeu três dedos, mas que foi possível reconstituir o movimento de pinça. Nessas condições é uma notícia positiva”, relatou. O quadro de Walmir é estável. Ele permanece internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) em um leito de enfermaria.
Lúcio Flávio reiterou ainda que recebeu a informação da Polícia Civil que o secretário de Segurança Pública e vice-governador de Goiás, José Eliton, determinou a constituição de uma força-tarefa para elucidar o caso que “deve ser tratado como prioridade”, destacou o presidente da OAB.
INVESTIGAÇÕES
Responsável pelas investigações do atentado, o titular da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), Valdemir Pereira da Silva espera que o entregador se apresente espontaneamente. O delegado informou que um retrato falado está sendo confeccionado com as informações repassadas pelas recepcionistas que receberam a caixa e encaminharam para a vítima.
As imagens das câmeras de segurança do local do fato e dos estabelecimentos que ficam na região já foram solicitadas. Silva entende que, caso o entregador não se apresente, pode ser considerado participante do crime. “Estamos realizando diligências, ouvindo testemunhas e esperamos que esse motoboy se apresente em breve. Não acreditamos que ele tenha participação, já que chegou e entregou de cara limpa.”
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