Publicado em 02 Julho 2018
Um dos cinco problemas de saúde que mais matam no Brasil, o diabetes causa diversos danos à saúde do paciente, como problemas cardíacos, AVC, hipertensão arterial e doenças renais. Em Goiás, o Ambulatório do Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG) é a principal unidade de apoio aos diabéticos, ofertando cerca de mil vagas por mês para atendimento a pacientes com diabetes.
Agora, esses e outros pacientes serão assistidos no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), que foi inaugurado na quarta-feira (27), pelo governador José Eliton em Goiânia. Os portadores de diabetes que não fazem acompanhamento e tratamento adequados podem ter que fazer hemodiálise e até sofrer amputações de membros.
O CEAD terá com atendimento multidisciplinar, ofertando serviço de psicologia, fisioterapia, neurologia, enfermagem, serviço social, médicos e nutricionistas. Esse acompanhamento integral permitirá que complicações decorrentes do diabetes não se agravem, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A previsão é que o Centro realize cerca de 2 mil atendimentos por mês.
Na construção e adaptação do CEAD, o governo do Estado investiu cerca de R$ 1,5 milhão, mais R$ 400 mil mensais de custeio. “O espaço foi criado para levar mais qualidade de vida aos usuários do SUS, ampliando o atendimento e promovendo a melhoria na assistência”, garante o governador José Eliton.
Além de trazer graves prejuízos aos diabéticos, a doença consome um valor considerável do orçamento destinado ao SUS. “O diabetes é uma doença grave que, além de prejudicar as vidas das pessoas, também tem alto custo para o SUS”, avalia o secretário de Estado da Saúde Leonardo Vilela.
O chefe do Serviço de Endocrinologia e Diabetes do HGG, Nelson Rassi, responsável pelo CEAD, afirma que o Centro será referência no atendimento a diabéticos e a seus familiares. “O paciente terá um atendimento global, com uma equipe multidisciplinar reunida dentro de um mesmo local para acolhimento o paciente, que não terá dificuldades com mobilidade ou custos, pois o serviço será exclusivamente pelo SUS”, ressaltou.
O Centro de Diabetes também funcionará como um ambiente de pesquisa, com treinamento para profissionais da Atenção Básica, que serão capacitados para atender pacientes em seus municípios. Outro ponto lembrado pelo diretor é a importância da central atendimento a distância. “Esse atendimento, por telefone permitirá aos profissionais que atendem pacientes nos municípios goianos tirarem suas dúvidas sem burocracia, de forma rápida e com atendimento especializado”, explicou.
Lindalva Sobrinho, 62 anos, é diabética, faz tratamento para o pé no HGG desde 2016 e falou sobre a importância da criação do CEAD. “É tudo que a gente precisava. Faço acompanhamento com nutricionistas desde que comecei meu tratamento, e foram eles que me ajudaram com minha reeducação alimentar. Agora, com essa cozinha experimental, aprenderemos a montar nossas dietas com os profissionais”, comemora.
Como unidade anexa ao HGG, o novo CEAD também será contemplado com ações de humanização. Dentro do Projeto Arte no HGG, na inauguração do centro, que acontece nesta quarta-feira, 27 de junho, será apresentada exposição de artistas Naif, estilo de arte primitivista. Já cederam telas para a primeira mostra do CEAD, até o momento, os goianos Omar Souto, Américo Poteiro, Waldomiro de Deus, Helena Vasconcelos, Manoel Santos, Lourdes de Deus, Sandro Carvalho e Amon de Deus, obras que trarão mais vida e cor à unidade.
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