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ALTO HORIZONTE: João Onildo rebate Cabo Borges

Gestor administrativo diz que ex-prefeito realizou várias obras com aval do atual prefeito Oildo Silveira


Publicado em 16 Novembro 2015

Euclides Oliveira

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João Onildo Silveira, gestor administrativo da Prefeitura de Alto Horizonte, concedeu entrevista à Rádio Cultura 87,9 FM do município na tarde da quarta-feira (11), oportunidade em que fez ampla defesa da administração do atual prefeito Oildo Silveira (PP), que é seu irmão. Na gravação de 30 minutos - na qual o Diário do Norte teve acesso, João Onildo rebateu o teor de uma carta redigida pelo ex-prefeito Luiz Borges da Cruz, o Cabo Borges (que deixou o PSDB e foi para o PSD, recentemente) publicada na Edição 1108 do DN com o título "Entreguei a Prefeitura de Alto Horizonte com dinheiro em caixa". Nessa afirmativa, Cabo Borges apresentou comparações numéricas para afirmar que realizou inúmeras obras na cidade nos oito anos em que foi prefeito, entre 2005 e 2012. Em seus dois mandatos, segundo Borges escreveu ao DN, a média anual de arrecadação da Prefeitura de Alto Horizonte teria sido inferior se comparada com a arrecadação do município na gestão de Oildo, que o sucedeu no cargo em 2013 após dura batalha judicial. 
 "Ele (Borges) fez uma lista dessas obras (divulgadas na cidade, através das redes sociais), que estão a olhos vistos. Temos uma escola gigante construída (o Centro Educacional Professor Divino Bernardo Gomes, prédio com dois blocos em dois andares que recebeu investimento de R$ 8.510.773,00 à época); o CMEI que ele deixou; o Clube Municipal, que é magnífico; os investimentos na área da Saúde; e o prédio da nossa prefeitura, muito bonito também. Na realidade, fico até muito feliz de ver tudo isso publicado porque ele (Borges) fez essas obras com o apoio do atual prefeito Oildo, que era o gestor administrativo. Na realidade, a receita (na gestão de Borges) não era tão boa como é hoje (na gestão de Oildo), mas a gestão financeira era muito boa, porque era o Oildo que estava com ele (Borges) cuidando da gestão dos recursos, durante esses oito anos. Ou seja, tudo o que foi feito naquela gestão (de Borges) é o resultado do árduo trabalho de dois homens (Borges e Oildo) que trabalharam juntos, corretamente, para construir todo esse patrimônio para nós usufruirmos em Alto Horizonte. Agora, o mais importante é ressaltar que o ex-prefeito levou dois mandatos para fazer tudo isso. Nesse período, ele (Borges) teve tempo para errar; para acertar; e para corrigir alguma dificuldade que teve, mas sempre com o apoio do Oildo. E também porque não havia outras despesas no município já que a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, oriunda da atividade da Mineração Maracá) foi crescendo, o que permitiu realizar essas obras naquele período", comentou o atual gestor administrativo na entrevista à rádio local.
Segundo João Onildo, na época em que Oildo era o gestor e Borges era o prefeito, o Centro Educacional foi construído e acabado porque havia dinheiro em caixa. Porém, após a entrega da estrutura física, os custos fixos da Prefeitura de Alto Horizonte aumentaram sobremaneira ao pleno funcionamento do prédio após a contratação de professores; transporte escolar (ida e volta); carteiras, material didático; oferta de três refeições diárias na merenda escolar; e transporte para os universitários que estudam fora da cidade, entre outros itens. 
"Hoje, a arrecadação que entra no município é para a manutenção daquilo que foi construído. Por isso é que uma comparação dessas, feita apenas considerando-se as receitas, não se justifica. Não adiantava nada construir todos esses prédios e deixá-los vazios, abandonados e sem utilidade alguma", sentenciou o gestor, na entrevista à Rádio Cultura 87,9 FM. João Onildo lembrou que, antes de Oildo assumir o cargo em definitivo, a cidade teve outros dois prefeitos (o vereador Waltemy Braz Gomides, hoje no PROS, interino por três meses em 2013; e o pecuarista Hernandes Maurício da Silva/PMDB, segundo colocado em 2012 que ficou três meses e meio no cargo no começo de 2014).  "Ele (Borges) realmente deixou dinheiro em caixa (no final de 2012), mas esse dinheiro não ficou para o prefeito Oildo administrar, já que foi um período político e administrativo de situações extremamente complicadas e complexas. Nesses dois anos, tivemos que resolver várias dívidas que herdamos; mas também regularizamos as escrituras de lotes para 500 pessoas; resolvemos o problema da ponte do Rio Formiga; vamos entregar o Parque da Biquinha concluído; terminamos o CMEI que vamos entregar por esses dias; e vamos entregar cinco novas pontes", completou João Onildo.
 
O CENÁRIO POLÍTICO PARA 2016
Na carta publicada pelo DN, Cabo Borges também confirmou que é pré-candidato na eleição municipal de 2016 o que, segundo João Onildo, é algo possível porque qualquer cidadão maior de idade e que seja eleitor possui a prerrogativa de disputar um cargo público. Porém, João Onildo disse à rádio local que o ideal seria que o ex-prefeito estivesse ajudando a gestão de Oildo, que ajudou a eleger no mesmo grupo político. "O Oildo também é pré-candidato, naturalmente. Mas nós ficamos tristes pelo fato dele (Borges) não estar junto com a administração (de Oildo). Achamos estanho é que ele (Borges), de repente, esteja dizendo que a administração do Oildo não está boa, sendo que poderia estar nos respaldando", afirmou o atual gestor administrativo de Alto Horizonte.

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