Publicado em 01 Outubro 2011
Mariana Letícia e João Carvalho

Qual o perfil de uma pessoa que tem coragem de abusar de uma criança? Como identificá-la? O que fazer para coibir essa prática? Como recuperar uma criança vítima de violência física, moral e sexual? As respostas podem ser obtidas com Adriana Sauthier Accorsi, 12 anos como delegada e bastante tempo atrás das mesas da Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA) em Goiânia, onde ela atuou, sofreu, conheceu e hoje sabe como lidar com situações em que um menor é vítima da violência praticada por um adulto. Segundo Adriana, a sociedade não tem conhecimento do grau de gravidade que chega a crueldade das pessoas. Mas ela adverte, na maioria dos casos o agressor foi vítima de algum tipo de violência na infância. Isso justifica a agressão? Ela responde: 'não'. Mas orienta sobre os cuidados que pais, cuidadores e responsáveis por menores têm que tomar. Veja a íntegra da entrevista e tome muito cuidado com pessoas dissimuladas e moralistas, que demonstram essa característica, porque enganar a sociedade faz parte do seu prazer, conforme disse Adriana.
Diário do Norte – Há quanto tempo a senhora está na Polícia Civil?
Adriana Accorsi – Em janeiro de 2012 irei completar 12 anos como delegada de polícia.
DN – Por quanto tempo a senhora atuou na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente?
Adriana – Atuei lá por oito anos. Assim como acontece com todos os colegas delegados, comecei no interior, fui chefe de delegacias no interior do Estado. Em 2003 fui promovida à delegada de 2ª classe, e passei a chefiar a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente.
DN – Qual foi a impressão que a senhora levou da DPCA?
Adriana – A principal impressão é de que a sociedade não tem conhecimento do grau de gravidade que chega a crueldade das pessoas, a crueldade da natureza humana. Nem a gravidade nem a quantidade. Eu, mesmo como delegada, sempre fui atuante nessa área da criança e do adolescente, desde o meu primeiro trabalho como delegada. Sempre tive um olhar mais atento para esse aspecto e mesmo assim não estava preparada para a quantidade de casos que a gente encontra na DPCA, para a gravidade dos casos e as dificuldades que existem em investigar esse tipo de crime.
DN – Por que tem tantos crimes contra a criança e o adolescente?
Adriana – Acredito que esses crimes sempre aconteceram. Essas situações em que crianças e adolescentes são vitimadas, seja por violência sexual, física ou psicológica, elas sempre aconteceram, mas somente há algumas décadas elas passaram a ser consideradas crimes e, somente mais recentemente, isso em toda a humanidade, e ainda existem locais, países onde isso ainda não aconteceu, é que passou realmente a ter uma atenção, não só das autoridades, mas também da própria população que passou a se conscientizar mais, da gravidade desses crimes, do que eles causam ao ser humano em formação e da necessidade de investigá-los e responsabilizar aqueles que praticam. Somente há poucos anos é que se provou que o pedófilo é um criminoso compulsivo e o mal que ele causa à comunidade, onde ele se estabelece, é imenso, porque ele vitima muitas crianças. Ele pode oprimir e molestar todas as crianças as quais tem acesso. Existem pedófilos, por exemplo, que têm dezenas de vítimas. Existe um padre pedófilo que tem mais de uma centena de vítimas, daí vem esse conhecimento da importância da investigação e responsabilização dos crimes, e isso só aconteceu recentemente. Então acredito que esses crimes sempre aconteceram, eles fazem parte da natureza humana, de explorar e oprimir o mais fraco, e a criança, com certeza, é o ser humano mais fraco.
DN – Há ausência do Estado nessa quantidade enorme de violência, falta punição?
Adriana – Com certeza. Eu acredito que existem muitas falhas do Estado. Existe um processo de aperfeiçoamento das instituições em andamento. Mas é o reflexo da própria sociedade. Então se hoje na minha família eu não consigo educar meu filho sem castigos corporais, ou sem as humilhações dos xingamentos, isso não se deve a uma ação somente do Estado. O Estado tem um limite de intervenção na vida das pessoas. Hoje mesmo com a discussão da Lei da Palmada, muita gente fala: "Mas até que ponto o Estado pode interferir na vida das pessoas?".
DN – A senhora é a favor da Lei da Palmada?
Adriana – Com certeza! Sou totalmente contra a agressão física, o castigo corporal, eu sou militante da não-violência no lar. E costumo dizer que se nós queremos paz no mundo, temos que começar em casa. Quem estuda o crime contra a criança sabe que é cientificamente provado que a violência é uma humilhação. E está comprovado: o agressor sexual foi espancado na infância. Então eu não acredito no castigo corporal, sou totalmente contra, não fui criada assim, não criei meus filhos assim, não acredito nas justificativas que as pessoas dão para o castigo físico e acredito que nós devemos banir esse comportamento da nossa sociedade. Agora, a Lei da Palmada é necessária? De uma forma, sim; de outra, não! Na legislação, se formos pegar a Lei, seca, não havia necessidade porque nós já temos o maus-tratos e a lesão corporal na legislação penal. Mas, por outro lado, era necessário uma demonstração do Estado, da importância de se discutir essa questão em cada lar brasileiro. E essa foi uma forma colocada. É uma lei que não entrou em vigor, ela está sendo debatida, mas ela já cumpriu a missão, que eu acho que o governo federal pretendia, e que esse pequeno ato do governo federal, com relação ao castigo físico, demanda de mais de 30 anos de reivindicação das pessoas que trabalham com crianças e das pessoas que trabalham com saúde mental, porque é comprovado que o castigo físico, a humilhação dos xingamentos, leva a problemas mentais gravíssimos na idade adulta. Então todos que trabalham nessa área têm conhecimento da importância de se discutir e se buscar novos caminhos para a educação. As pessoas falam muito em pedofilia e eu coloco em todas as minhas falas que nós devemos dar a mesma importância à agressão física e a agressão psicológica. Eles são tão graves, quanto.
DN – A violência começa em casa?
Adriana – Com certeza. Nos crimes contra a criança e o adolescente, em quase 90% dos casos, eles são praticados no ambiente do lar e por pessoas que têm algum poder sobre a vítima. Nós temos tanto na violência física, sexual, como psicológica, que a grande maioria das agressões acontece no ambiente doméstico ou por pessoas próximas. Nós temos a situação da pessoa que se aproxima e ganha a confiança da família para molestar a criança, isso acontece muito. A religião é muito usada pra isso, os laços empregatícios, familiares, avós, padrastos, são laços fraternais que existem entre essas pessoas e que são usados com más intenções para molestar crianças. Então nós temos muitos casos envolvendo irmãos de igrejas, pastores, padres, professores de esportes, treinadores esportivos, mais especificamente no que diz respeito ao abuso sexual. Em primeiro lugar estão padrastos e pais, depois vem avô, padrasto, tios, tios por afinidade, irmãos e aí vem essas pessoas que conquistam o respeito de todos os membros da família e assim têm acesso à criança.
‘A violência contra a criança é, sim, evitável’
DN – Goiás tem poucas delegacias da criança e do adolescente, a senhora acha que a estrutura hoje é suficiente para inibir o crime?
Adriana – Eu acredito que é um processo que tem que acontecer. Eu externo a minha opinião de que toda cidade com cerca de 100 mil habitantes deve ter uma DPCA. Essa é uma colocação que a gente tem feito ao governo estadual. Já começamos a fazer isso. Havia a reivindicação de uma DPCA em Aparecida de Goiânia e ela foi criada. Esperamos criar, logo que for realizado o concurso da Polícia Civil, porque é imprescindível a lotação de mais pessoal, que sejam construídas DPCAs em Anápolis, Luziânia, Itumbiara e em outras cidades. Seguindo o modelo do Rio Grande do Sul, onde a cada 100 mil habitantes, uma DPCA com policiais, psicólogos, assistente social, brinquedoteca, que é o local adequado para a criança aguardar enquanto é atendida. Hoje nós temos em Goiás cidades em que há DPCA e temos as que têm um núcleo que atende mulheres, crianças e adolescentes. Então, nesses locais onde há esses núcleos já houve um avanço nos últimos dois anos, mas sabemos que não é suficiente, porque nesse mesmo local são atendidos, como em Anápolis, a criança vítima e o adolescente em conflito com a Lei. Não é o ideal, o melhor é que existam espaços distintos pra esse atendimento, haja vista as diferenças grandes na prática, no dia-a-dia de atendimento. Mas eu acho que há muito a se avançar, não só na polícia, que avançou muito nos últimos anos, mas, principalmente no Poder Judiciário. Hoje nós estamos em uma grande batalha para que se crie uma Vara especializada em Goiás. Desde a CPI da Pedofilia eu tenho colocado isso, porque hoje o réu preso é julgado rápido, mas como nós sabemos que a nossa legislação penal tem a prisão como uma exceção, a grande maioria dos acusados de crimes contra crianças permanece em liberdade durante seu julgamento, o que é um grande prejuízo para a sociedade, especialmente no que diz respeito ao pedófilo, porque ele fica liberto por quatro, cinco anos aguardando um julgamento, julgamento este em que ele pode ser inocentado pelo simples passar do tempo, tendo em vista que a memória da criança funciona de uma forma seletiva, diferenciada do adulto, ela está em fase de formação, então a memória muda muito rapidamente. É importantíssimo que esses julgamentos aconteçam mais celeremente. Nós temos colocado essa necessidade junto com o Ministério Público da criação de uma Vara especializada em Goiânia para julgar crimes de violência sexual. Acredito que muito há que se fazer, a melhoria de todas as instituições, desde os Conselhos Tutelares, que são atribuições do poder público municipal, como fortalecimento da rede de atendimento, os hospitais, as escolas. Hoje temos feito uma grande campanha com os profissionais da saúde e da educação para que denunciem. Porque apesar de constar no Estatuto da Criança e do Adolescente, que determina a obrigatoriedade da comunicação de qualquer indício de que a criança esteja sofrendo algum abuso, isso não acontece.
DN – Pra denunciar tem que ser autoridade ou qualquer cidadão pode fazer isso?
Adriana – Qualquer cidadão pode, mas o profissional de saúde e de educação, deve! Ele tem que denunciar. É obrigatório, está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, mas não acontece como deveria porque as pessoas têm medo, os profissionais continuam na comunidade após a comunicação do crime e temem represálias dos criminosos. Nós temos ido até as escolas e hospitais tentando ajudar no sentido de fortalecer o laço entre a polícia, o Conselho Tutelar, as escolas e hospitais. Então eu creio que há muito a se melhorar, mas é um processo. Eu, por exemplo que comecei a trabalhar nessa área, acredito que os avanços foram imensos, tanto no que diz respeito a questão das autoridades, do Estado em si, das políticas públicas colocadas, mas também da própria sociedade que tem se conscientizado muito, o que leva não só à denúncia, mas até à prevenção. Nós temos colocado muito para as famílias a necessidade de se conhecer o que é violência contra criança, porque elas são preveníveis, são evitáveis, então existem várias medidas que podemos tomar no dia-a-dia, nosso comportamento e nossa forma de viver e de criar nossos filhos que podem evitar uma série de eventos de violência.
DN – A senhora sente mais frustração de ver tanta violência depois que a senhora deixou a delegacia ou sente que cumpriu o dever? Qual é o sentimento que a senhora tem?
Adriana – Como é muito recente, lá eu permaneci por muitos anos, esse sentimento de apego é muito forte, é muito complicado pra mim. Existem países por exemplo que policiais trabalham nessa área somente dois anos, porque nós realmente nos apegamos, nos sentimos responsáveis por qualquer crime que acontece. Quando estou de folga, por exemplo, em um domingo, fico sabendo que uma criança foi molestada, é claro que eu não poderia ter evitado, mas isso me faz sentir mal, é um problema emocional recorrente dos policiais que trabalham nessa área e com certeza não poderia deixar de ter. Fui convidada para ocupar um cargo que é uma promoção, um cargo acima, mas realmente eu tenho sentimentos sobre isso ainda, acho que jamais deixarei de me sentir responsável e de tentar melhorar essa questão, onde eu estiver. Hoje como superintendente de direitos humanos o tema que mais trabalho é esse e estaremos lançando no mês que vem a campanha Rompendo o silêncio. Estamos preparando o material e eu estarei percorrendo todo o Estado de Goiás, a cada escola, cada universidade, cada igreja, cada local de aglomeração de pessoas que desejarem, eu estarei indo, isso já era uma vontade minha antes, mas eu como delegada não tinha tempo. Nessas viagens iremos falar sobre isso, da necessidade de conhecermos e romper o silêncio. Não podemos omitir, temos que denunciar, temos que ensinar as crianças a se protegerem. Estaremos fazendo isso, além de outras ações.
DN – Qual é o perfil de uma criança que é vítima de abuso?
Adriana – Acho que hoje devemos ter a mente muito aberta quanto a isso. Houve um tempo em que a criança abusada era sempre negra, de classe humilde e geralmente de família refeita. Não podemos mais falar isso. Claro que a maioria continua sendo ainda do sexo feminino, de cinco a onze anos, pardas ou negras, de origem humilde e de famílias refeitas isso é real, é verdade. Mas o abuso físico, o abuso psicológico e o abuso sexual podem acontecer e acontecem em qualquer lugar e com qualquer criança. Na escola, por melhor que seja, em qualquer orfanato, qualquer creche e em qualquer família, então o policial que trabalha com isso não pode ter preconceito de forma alguma. Hoje observamos que com maior informação da sociedade as próprias crianças estão denunciando, a criança liga no conselho tutelar, pede ajuda pro professor, e isso tem mostrado que existem famílias extremamente tradicionais e ricas onde há o abuso sexual e os adultos não querem denunciar, por vergonha. E crianças, gerações após gerações, são abusadas por um avô, por um tio, então temos visto também o aumento das denúncias contra meninos molestados. A maioria dos dados é de meninas, mas sabemos que os meninos são molestados, o problema é que eles têm vergonha de denunciar, têm vergonha de serem chamados de homossexuais por terem sido molestados.
DN – Uma criança vítima de violência se recupera?
Adriana – Depende do que acontece em relação ao abuso no contexto social que ela vive. Qual é o contexto ideal: é que tenha tanta confiança em um dos pais ou cuidador, para que logo que se inicie o processo abusivo ela fale com esse adulto. Porque o abuso, seja físico, sexual ou psicológico, ele é gradual, se inicia com palavras e vai piorando. Então se a criança tem um cuidador em que ela tem muita confiança e abertura, diálogo, e logo no início do abuso ela revela, esse adulto imediatamente toma providências para que o abusador não tenha mais contato com a criança, faz a denúncia, procura ajuda especializada. Essa criança tem mais chances, dependendo da gravidade do abuso e do tratamento psicológico que ela tiver (geralmente dura cerca de dois anos), de se recuperar e de superar. Ela não vai esquecer, mas ela pode superar de uma forma saudável isso que aconteceu. Na medida em que cada uma dessas situações ideais não acontecem, por exemplo: tem um tio que começa a falar obscenidades pra criança e aí ela não tem confiança de falar isso para a mãe porque apanha quando faz 'arte', então o abusador sempre fala: "Se você contar pra alguém você vai apanhar", ou "se você contar, ninguém vai acreditar", ou "se você contar eu vou matar a sua mãe", é o que eles gostam de falar, e se a criança não tem liberdade, diálogo com a mãe, com a avó, com o cuidador em si, independente de quem seja, para contar aquilo, então o abuso vai continuar, vai se agravar, então a mãe ou o cuidador só descobre quando a criança está grávida do estuprador, quando ela foi violentada e está sangrando, então esse abuso já chegou em um ponto gravíssimo. Aí ela fica sabendo e bate na criança, isso acontece frequentemente, "porque você é uma mentirosa, você está falando do seu padrasto, que aliás eu mandei você chamar de pai", ou é o tio, ou o avô, ou ela não bate mas não procura a polícia, então o cidadão vai continuar rindo na cara dela, vai continuar abusando da irmãzinha mais nova dela, então são uma série de condutas que têm que ser tomadas, que são orientadas mas que dependem realmente da conscientização das pessoas e não de uma postura do delegado. Hoje cerca de 15 a 20% dos casos chegam à polícia, é muito pouco, nós queremos conscientizar as pessoas, elas precisam denunciar.
DN – A senhora falou do perfil da criança, qual é o perfil do agressor?
Adriana – Existem alguns aspectos que são comuns. Principalmente a dissimulação. Uma pessoa extremamente dissimulada, extremamente religiosa, que tem uma fachada muito moralista, geralmente é uma pessoa agressiva, violenta, mas não só, existem os abusadores persuasivos, mas uma grande maioria de todos os abusadores são pessoas que em dado momento demonstram agressividade, muitas vezes a criança é molestada e espancada. Temos pessoas de famílias refeitas, mas a grande maioria são pessoas com subempregos e baixa escolaridade, muitas vezes usuário de algum entorpecente legal ou ilegal, que praticam crimes sob efeitos desses entorpecentes. Mas as principais características são: dissimulação, agressividade, moralismo demonstrado para a sociedade, porque faz parte do prazer do abusador enganar a sociedade.
DN – Que orientação a senhora pode passar para as mães que não querem ver seus filhos serem vítimas de violência.
Adriana – Eu queria dizer que nós gostamos tanto dos nossos filhos e que realmente temos que procurar aprender cada vez mais como cuidar melhor deles e como deixá-los a salvo de toda forma de violência. Desde a violência que pode acontecer dentro de casa, a que nós não desejamos, como a que pode vir de fora, de um agressor estranho, então vamos procurar saber como evitar esse tipo de situação e sempre vamos procurar criar nossos filhos com carinho, amor, porque a paz começa em nosso lar.
DN – Qual a religião da senhora e ela influi no seu trabalho como delegada?
Adriana – Eu não sou uma pessoa religiosa e acho que como policial a gente tem dificuldade. Meu esposo já foi muito praticante, mas nós temos uma dificuldade. Não porque "o padre é pedófilo" o que é uma realidade, acontece muito, mas não é por isso, é que realmente você vê tanta coisa ruim o tempo todo que nesse momento eu tenho dificuldade com a minha fé.
DN – A senhora vai se filiar a algum partido para disputar eleição?
Adriana – Existe essa conversa. Em toda eleição meu pai insiste muito comigo pra eu ser candidata, agora como eu saí da minha delegacia, que eu tinha uma dificuldade enorme pra deixar, pode ser que seja. Eu tenho pensado nisso, mas realmente não resolvi ainda. Sou filiada no PT desde os 17 anos, não acho correto mudar de partido, então se por acaso um dia eu resolver, continuarei no mesmo partido.
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