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JARAGUÁ/ARTULÂNDIA

Morre mulher que tinha 111 anos de idade


Publicado em 17 Junho 2013

Anderson Alcântara

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Margarida Rodrigues nasceu em 27 de março do ano de 1902
Margarida Rodrigues nasceu em 27 de março do ano de 1902

Com 111 anos, dois meses e doze dias, morreu no sábado (8), no Hospital São Carlos, em Goianésia, Margarida Rodrigues de Andrade, que ostentava o título de mulher mais velha de Goiás. 

Moradora do povoado de Artulândia, município de Jaraguá, a centenária senhora foi alçada ao posto de mais velha do Estado, com a morte da goianesiense Lourença Maria de Jesus, no dia 31 de janeiro, aos 112 anos. 
Margarida morreu em virtude de complicações de uma cirurgia para a retirada de uma pedra na vesícula. O procedimento médico aconteceu na terça-feira (4). Ela não reagiu bem à cirurgia e acabou não resistindo. 
Mesmo com a avançada idade, Margarida tinha boa visão e se locomovia com a ajuda de um andador. Como gostava muito de passear, suas filhas, sempre com muito carinho, costumavam transportá-la em uma cadeira de rodas pelas estreitas ruas do povoado. 
Margarida, que era viúva, deixa 3 filhos, 30 netos, aproximadamente 60 bisnetos e 15 trinetos. Três de seus seis filhos, ela enterrou.
Quarta filha de Joaquim Rodrigues de Andrade e Benedicta Luíza Tavares, Margarida teve dez irmãos. Nasceu em 27 de março de 1902, na Fazendinha, zona rural de Jaraguá. Dona de uma grande história de vida, Margarida casou-se em 7 de fevereiro de 1929, aos 27 anos, com seu primo Manoel Gonçalves de Oliveira. Junto com irmãos, comprou uma grande quantidade de terra às margens do Rio do Peixe. Posteriormente, o local deu origem ao povoado de Artulândia, entre as cidades de Jaraguá e Goianésia.
Após 35 anos de casamento, em 19 de outubro de 1963, Manoel Gonçalves de Oliveira faleceu em decorrência de insuficiência pulmonar, já residindo no povoado de Artulândia. Viúva, aos 61 anos, Margarida passou a zelar sozinha da chácara onde morava.  
Com o passar dos anos e o desgaste físico, foi obrigada a deixar a moradia na chácara, e fixou residência em outra casa próxima de sua igreja, a Assembleia de Deus.
O corpo de Margarida Rodrigues foi velado na Igreja O Brasil para Cristo e foi sepultado no cemitério de Artulândia no início da noite de sábado.
 

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