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Um novo horizonte em terras férteis


Publicado em 24 Abril 2013

Euclides Oliveira é jornalista.

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Já passava das 18 horas da quinta-feira (18) quando uma das minhas quatro linhas de telefone celular tocava, desesperadamente. Do outro lado da linha, uma pessoa informando-me da notícia de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia dado despacho favorável para que Oildo Silveira fosse legitimado como candidato a prefeito de Alto Horizonte, validando assim seus votos e sua posse no cargo, prevista para esta semana. Depois de quatro horas de muita correria - apurando as informações junto ao site do TSE e escrevendo a reportagem para o site do Jornal Diário do Norte - senti uma grande sensação de alívio. Fui dormir lá pela meia-noite, depois de também acompanhar a repercussão no meu Facebook e na página do DN na mesma rede social. Escrever sobre candidatos que disputam eleições é fácil. Escrever sobre candidatos que vencem eleições é mais fácil ainda. Falar sobre derrotados é um pouco mais complicado, mas é um fato concreto da democracia que merece ser igualmente noticiado. Mas redigir sobre conjecturas - que ora apontavam para a vitória ou para a derrota de Oildo, na esfera jurídica - causava-me momentos de apreensão. Em quase 15 anos de profissão, nunca deparei-me profissionalmente com a situação de um prefeito, mesmo eleito, não poder tomar posse por questões judiciais. Dar notícias verdadeiras, quando o assunto envolve cidades pequenas como Alto Horizonte, é como fazer tempestade em copo de água. Desde então, os raivosos momentos na política em Alto Horizonte ecoavam sobre meu trabalho jornalístico. Quando o futuro prefeito Oildo sofria alguma decisão desfavorável no TRE, eu era sorrateiramente acusado ser partidário do ex-candidato do PMDB no município. Isso sem ser eleitor da cidade, diga-se de passagem. Por vários meses, até o desfecho final em favor de Oildo, recebi vários olhares tortos de funcionários públicos da Prefeitura de Alto Horizonte nas minhas visitas quinzenais ao município. A cordialidade para com minha pessoa, sempre presente na gestão do então prefeito Luiz Borges da Cruz (PSDB), desapareceu de uma hora para outra. Assim como os eleitores altorizontinos, estava eu numa grande ansiedade de que o TSE decidisse logo a causa: o município precisava voltar a andar com um prefeito legitimamente escolhido por seu povo, como foi o caso de Oildo em outubro de 2012. O jornalismo nos coloca em situações-limite: desde quando Oildo fez o maior número de votos, na ocasião, eu era obrigado a escrever que ele foi o "vencedor" com o uso de aspas, como se fosse da minha própria vontade ironizar a questão jurídica do "candidato". Agora, eu já posso escrever que o candidato Oildo foi o vencedor - sem aspas -  porque essa é realidade nua e crua deliberada pela mais alta corte da Justiça Eleitoral do nosso País. No mais, é meu desejo que o prefeito Oildo Silveira e seu vice Silvestre Fróis façam um bom governo em Alto Horizonte para que a cidade - sob os auspícios da elevada arrecadação proporcionada pelas atividades da Mineração Maracá - continue na lista das cidades com o maior Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás e do Brasil. Demorou muito, mas o palanque da eleição 2012 vai ser finalmente desmontado em Alto Horizonte. É a vida que segue, ao menos até outubro de 2016.

 

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