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Um ano sem Washington Luiz, o fio desencapado


Publicado em 07 Agosto 2008

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Quarta-feira à noite é dia de jogo no Serra. Aprendi cedo a gostar do esporte bretão e logo, logo minha predileção recaiu sobre o Tigrão da Vila. Tornei-me um torcedor abnegado. Ir ao estádio tornou-se uma necessidade para mim e, pelo menos na minha cabeça, para o Vila também, já que minha presença é fundamental para ajudar o time. Numa dessas idas ao estádio, fiquei conhecendo o radialista Washington Luiz. A simpatia mútua foi instantânea, e não demorou para nos tornarmos amigos a ponto de nos encontrarmos quase que diariamente. Dentre as várias características positivas desse grande amigo, uma que chamava a atenção de todos era seu bom humor. Alegria era com ele mesmo. No trato com a família, Washington não poupava carinho. Que o digam dona Elza, sua mãe, sua esposa, Mara, e os filhos: Lílian, Walker e Wilkens. Apaixonado por futebol, assim como eu, logo se envolveu profissionalmente com o esporte. Tornou-se técnico de um time amador, a Alexaniense, e no dia em que foi entrevistado pela Rádio Carajá de Anápolis, sua desenvoltura ao microfone impressionou tanto os radialistas Túlio Isac e Rubens Otoni, que o convidaram para comentar jogos. Daí não parou mais: passou pelas rádios São Francisco e Imprensa, de Anápolis, Brasil Central, Difusora e 730, de Goiânia. Sua trajetória na TV foi curta, mas foi no mais popular meio de comunicação que Washington Luiz agia com maior naturalidade. De janeiro de 2004 até agosto de 2007, Washington comandou o Esporte Total Local, da TV Goiânia/Band. Seus comentários eram sempre precisos e não há quem goste de esportes que não se lembre com carinho dos jargões que ele criou: "estourando o cativeiro", "fio desencapado", "mãos de visgo", "parindo um porco-espinho", "o pau que matou a jararaca". São expressões que passaram a fazer parte da história da crônica esportiva goiana. Na última quarta-feira, dia 27, não fui ao estádio. Eu estava na Igreja Sagrada Família para reverenciar, mais uma vez, a memória desse grande amigo, que há um ano nos deixou, com um fulminante ataque cardíaco. Washington Luiz Geraldes, o fio desencapado, escreveu seu nome na história da comunicação esportiva de Goiás e será sempre uma referência como profissional, amigo e pai de família. Sebastião Tejota é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

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