Publicado em 18 Novembro 2010
Na vida aprendemos com as derrotas e as vitórias. Talvez mais com as derrotas, que nos impõem as necessárias reflexões sobre os pontos de erros e acertos.
E este artigo é um momento de diálogo com o Norte de Goiás, Região que represento na Assembleia Legislativa desde 2007. É um momento para tentar entender o que aconteceu nas eleições em que tivemos expressiva votação, mas não conseguimos atingir nosso objetivo, que era manter a representatividade do Norte no Poder Legislativo do Estado.
Inicialmente é preciso pontuar que não podemos culpar o eleitor por suas decisões. As urnas são soberanas e devem, sempre, ser respeitadas, ainda que os resultados não sejam os esperados. De nossa parte, não faltaram orientações ao cidadão sobre a importância da Região em eleger os seus representantes, independente do matiz ideológico ou partidário dos candidatos.
Também alertamos sobre os postulantes que saem das suas regiões e vão em busca de votos em outras cidades. Esses, como sabemos, não têm compromisso com o Norte e nada farão para nos garantir os benefícios e investimentos que tantos precisamos. Esse foi com certeza um dos principais pontos que determinou o resultado das eleições para nós. Talvez já passe da hora de se estabelecer nas eleições o voto regionalizado ou distrital. Sabemos também que muitos candidatos não pouparam dinheiro, tornando as coisas mais difíceis para nós, que fizemos uma campanha propositiva e focada nos interesses do nosso povo.
Espero que neste espaço do Diário do Norte eu tenha contribuído para o entendimento do que aconteceu nas eleições de 2010, certamente um retrocesso para o Norte, que ficou sem representante no Poder Legislativo. Vários foram os candidatos que têm no peito o cheiro e a cor da sua terra, mas que, lamentavelmente, ficaram no meio do caminho. Não vou citar nomes, mas todos sabem quem foram eles, de Goianésia a Porangatu, pessoas que levantaram a bandeira do Norte.
Podemos dizer que o Norte não elegeu nenhum deputado que tenha suas origens na Região. Que tenha uma história construída nas cidades do Norte. E que tenha passado os últimos anos em defesa dos interesses dessa região, que ainda é uma das mais carentes do Estado. Isso realmente é uma perda para os próximos quatro anos.
Combati o bom combate na campanha.
Trabalhei de forma incessante.
Levei minha mensagem dentro das regras e da lei. Não atingi o principal objetivo, mas não deixarei de defender a nossa gente. Somos todos seres políticos na essência. Acampanha e a eleição são apenas momentos, a revelação do filme. Assim, deixo minha mensagem para informar que não haverá recuos, pelo contrário, mesmo sem mandato, vamos avançar mais.
Sobre o meu mandato, exercido com muita dignidade desde janeiro de 2007, precisaria de mais espaço para falar sobre tudo que realizamos nesses quatro anos. Foram muitas ações, especialmente aquelas voltadas no atendimento às famílias carentes.
Mas este momento é para dizer um até logo. Não um adeus. Afinal, a vida pública e a política não acontecem somente no embate das urnas e no exercício de um mandato. O trabalho continua. Desde já mantenho todos os compromissos com a população que nos elegeu em 2006 mas que agora, infelizmente, trilhou outros caminhos. Se serão os melhores, somente o tempo dirá. Um abraço e, por ora, muito obrigada a todos.
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