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Amianto crisotila e os interesses econômicos


Publicado em 27 Julho 2008

Vanuza Valadares é deputada estadual

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O amianto crisotila volta ao debate trazido mais uma vez por interesses econômicos não identificados. Toda esta discussão tem como pano de fundo o interesse pelo mercado consumidor dos produtos fabricados por este minério. Vale observar que um grupo que desenvolveu uma fibra sintética com custo final maior do que o amianto e que ainda não tem eficiência comprovada e nem tempo de experiência para saber como esta vai reagir ao meio ambiente, utiliza diversos discursos para se impor na economia nacional. E em toda esta discussão sobre o uso do amianto não podemos ignorar que não está clara a orientação política dos estados de São Paulo e Paraná, que combatem frontalmente o uso do amianto. Na Câmara dos Deputados existem 53 proposições relativas ao amianto, entre estas, projetos de lei, requerimentos de audiências públicas e requerimentos de informações. Três projetos em tramitação tentam proibir o uso de amianto como matéria-prima pela indústria nacional, em obras públicas e outro classifica o resíduo proveniente da atividade de mineração e industrialização do amianto com "resíduo industrial perigoso" para fins de sua destinação final. Outros projetos de lei que tratam sobre a saúde dos trabalhadores e questões relativas à aposentadoria também estão tramitando. Certamente vivemos em uma economia livre, mas isso não significa que é permitido distorcer informações e implantar a cultura do medo e adotar a prática do terrorismo ecológico. Quanto ao meio ambiente, há dez anos a SAMA tem compromisso com o desenvolvimento sustentável, tendo implantado o Sistema de Gestão Ambiental, baseado na NBR ISO 14001, sendo a primeira mineração de amianto do mundo a receber esta certificação. A SAMA desenvolve diversas ações visando a sustentabilidade ambiental e a melhoria da qualidade de vida de seus colaboradores e da população de Minaçu, onde está localizada a mina.. Percebi que as questões ambientais são fatores de muita atenção para a SAMA, onde são desenvolvidos trabalhos de otimização do uso da água, preservação da biodiversidade e conscientização da população. Sendo realizado um constante monitoramento da qualidade do ar, na empresa e no entorno do empreendimento, onde está localizada a comunidade de Minaçu, o que resultou na instalação do maior sistema de filtragem de ar da América Latina. Quanto a qualidade da água, percebi todo o cuidado com a utilização e o tratamento dos efluentes. Também me chamou a atenção as diversas ações para reduzir o consumo dos recursos naturais, através do Projeto CADA - Conscientização Ambiental contra o Desperdício de Água. Como deputada estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás tenho diversas obrigações, entre estas, a de verificar se as leis estão sendo cumpridas, além de defender os interesses do povo e do meio ambiente. Verifiquei que a SAMA cumpre com o que está determinado na legislação ambiental, social e econômica e após conversar com moradores da SAMA e da cidade de Minaçu cheguei à conclusão que é preciso desconfiar de discursos que tentam dissimular interesses de grandes grupos econômicos que não têm compromisso com a comunidade de Minaçu.

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